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A defesa da Federação Paraibana de Futebol (FPF) e do seu presidente, Amadeu Rodrigues, divulgou uma nota, na manhã desta segunda-feira (9), afirmando colaborar com as investigações da Polícia Civil na Operação Cartola, que visa combater fraudes e manipulação em jogos no futebol paraibano.
Em nota, o advogado Marcos Souto Maior considerou a ação uma ‘atitude drástica’, e admitiu ter sido surpreendido com medida. O órgão também esclarece não ter relação com os outros órgãos investigados, e ressalta a independência de cada um deles.
A Federação ainda atribui necessidade de medida às gestões passadas, e assegura que vai colaborar com o ‘percurso doloroso e difícil’, para que os problemas tornem-se ‘águas passadas’.
Confira nota na íntegra:
A Federação Paraibana de Futebol, através de seu presidente Amadeu Rodrigues da Silva Junior, considerando as notícias publicadas acerca da OPERAÇÃO CARTOLA realizada pela Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa e Grupo de Atenção Especial contra o Crime Organizado através da 4ª Vara Criminal de João Pessoa (PB), vem ao público, aos desportistas, filiados e demais interessados informar o que se segue.
Inicialmente, destaque-se que, dado o sigilo da operação, todo o corpo de dirigentes e funcionários da Federação Paraibana de Futebol foi surpreendido com a atitude drástica realizada, posto que o corpo jurídico disponibilizou antecipadamente (Março/18) e de forma espontânea a abertura dos sigilos bancários, telefônicos e fiscais, não só da FPF (PB), como também de seu presidente, demonstrando a completa tranquilidade e apoio às investigações.
Outrossim, talvez por desconhecimento do organograma funcional do futebol paraibano e a mudança de rumo na gestão da FPF (PB), as informações passam a sensação de que todos os órgãos investigados são elementos de uma mesma instituição.
Mister esclarecer que a Federação Paraibana de Futebol e o Tribunal de Justiça Desportiva são órgãos autônomos, assim como a Comissão de Arbitragem (CEAF), inexistindo qualquer ingerência por parte do Presidente da FPF (PB) nas instituições citadas.Ao inverso, é da praxe da nova administração a completa isenção e apoio a autonomia dos participes do nosso futebol.
Ato contínuo, pontue-se que a partir da nova administração os árbitros não são escolhidos, mas sorteados publicamente, antes das rodadas, com transmissão ao vivo pelo Facebook e a abertura para a imprensa e os desportistas presenciarem no local.
Ademais, no que concerne à prestação de contas e demais atos de gestão da FPF (PB), apesar de ser entidade privada sem recebimento de verbas públicas entre 2015 a 2017, período da atual administração, sempre prezou pelo respeito aos princípios da administração, tais como publicidade, eficiência, legalidade, impessoalidade e moralidade.
Após mais de duas décadas da gestão anterior, faz-se necessária uma modificação completa da cultura e dos caminhos outrora seguidos pela Federação Paraibana de Futebol.
Não se olvida ser um percurso doloroso e difícil, mas abraçado como causa justificadora maior do trabalho realizado com afinco e apreço, colocando-se à disposição de seus filiados e principalmente da Justiça, confiando na solução célere para que os problemas da gestão anterior tornem-se, de uma vez por todas, águas passadas, e o futebol paraibano alcance o lugar de destaque desejado por todos nós.
MaisPB
TV NORTE PARAÍBA - 30/04/2026