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NA PARAÍBA

Detentos produzirão peixe que irão consumir em presídio de segurança máxima

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publicado em 30/01/2014 ás 15h04

Não dar o peixe, mas ensinar a pescar. A antiga filosofia cristã está agora literalmente sendo posta em prática no presídio de Segurança Máxima Criminalista Geraldo Beltrão, em Mangabeira, pelo Governo do Estado.

Coordenado pela Secretaria de Pesca e Aquicultura da Paraíba, o projeto conta com a força de trabalho dos detentos, que agora vão passar a produzir o peixe que irão consumir na cadeia através de tanques instalados dentro da unidade prisional. A produção, por outro lado, também terá como alvo a merenda escolar dos estudantes da rede estadual de ensino.

Na primeira etapa do projeto, segundo contou o secretário de Pesca e Aquicultura, os detentos construirão o primeiro tanque de criação na instituição prisional. Em uma segunda fase, concluída nesta quarta-feira (29), foram enviadas pela Secretaria cerca de uma tonelada de ração de peixe para o local, onde permanece armazenada.

“A próxima etapa será a mais importante do projeto: ensinar os detentos a arte da aquicultura. A ideia não só institui a troca de seu trabalho pelo que vão consumir na sua alimentação, como dá a eles a oportunidade de aprender um novo ofício. Precisamos pensar nossos presos a um longo prazo, pois todos um dia irão sair dali. E quando saírem, o que irão oferecer à sociedade? Precisamos prepará-los para se tornarem potenciais profissionais no futuro, e a piscicultura e aquicultura são ótimas oportunidades”, enfatizou o auxiliar do Governo Estadual, que trouxe outra ‘boa notícia’: “O que extrapolar o previsto para o consumo interno será enviado às escolas do Estado para reforçar a merenda escolar de nossas crianças. A intenção é baratear nossos custos com a alimentação dos nosso pequenos estudantes, aumentando e melhorando sua carga nutricional”.

Ainda de acordo com Sales, o projeto não irá parar por aí. Em uma segunda etapa – a ser posta em prática em breve – serão construídos no Geraldo Beltrão mais dois tanques de criação de peixe.

“Nossa ideia é levar o projeto para todos os centros prisionais da Paraíba. O que estamos fazendo no Geraldo Beltrão é apenas um protótipo, que não há como ser infrutífero. Não tenho dúvidas que a sociedade paraibana vai enxergar com bons olhos nossos esforços, pois, como pagadores de impostos, sempre nos cobraram uma maior produção dos detentos para merecer o que recebem na cadeia: comida e dormida”, destacou Dantas.

MaisPB

com assessoria 

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