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O presidente estadual do Solidariedade e deputado federal Benjamin Maranhão resolveu rebater as críticas do presidente estadual do PMDB José Maranhão que recentemente chegou a dizer que os parlamentar trai os ideais políticos da família ao tentar se aproximar do grupo político do governador Ricardo Coutinho e diminuiu a legenda que ele passou a comandar no Estado.
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Em nota encaminhada a imprensa, Benjamin lamentou as declarações do ex-governador da Paraíba e disse que “foi forçado” a deixar a legenda diante da iminência de não poder disputar a eleição, contrariado afirmativa de Maranhão que “ele teria espaço na legenda”.
A nota fala ainda em “indiferença” de Maranhão após ser procurado pela prefeita de Araruna, Wilma Maranhão, e a deputada estadual Olenka Maranhão, para tratar da candidatura de Benjamin a reeleição.
Por fim, Benjamin declara que não aceita a alcunha de “traidor” por parte do tio que vem tratando com “arrogância” sua saída do PMDB.
Nota à Imprensa
Em virtude de recentes matérias divulgadas pela imprensa da Paraíba, o deputado federal Benjamin Maranhão (SDD-PB) vem a público lamentar as colocações do presidente do PMDB da Paraíba, José Maranhão, e esclarecer o seguinte:
1 – O deputado federal Benjamin Maranhão, a prefeita de Araruna, Wilma Maranhão, e a deputada estadual Olenka Maranhão sempre estiveram ao lado de José Maranhão, apoiando o ex-governador mesmo nas derrotas, quando outros membros do PMDB o abandonaram. Nas disputas internas do partido, não foram poucas as vezes em que entraram em conflito com demais membros para defender a liderança de José Maranhão;
2 – Após 24 anos de filiação ao PMDB, Benjamin não queria, mas foi forçado a deixar o partido em função de uma situação insustentável, que culminaria com a não garantia de legenda para um deputado federal tentar sua reeleição, como já ocorrera em outra ocasião, fato de conhecimento público da Paraíba;
3 – O parlamentar esclarece que por várias vezes ele e Wilma Maranhão mantiveram conversas com José Maranhão a respeito da candidatura de Benjamin, mas que Maranhão se manteve indiferente ao assunto, e, simultaneamente, a candidatura do ex-governador a deputado federal era alimentada no meio político e na imprensa;
4 – Benjamin Maranhão afirma que não aceita a alcunha de traidor imputada por alguém a quem sempre defendeu e que lealdade não pode ser confundida com subserviência. O parlamentar entende que divergências fazem parte de um processo democrático e não podem ser confundidas com traição, pois, em outras ocasiões, parlamentares peemedebistas se opuseram a José Maranhão, inclusive na última eleição para presidente do PMDB, e não foram tratados como traidores;
5 – Benjamin lamenta a forma como Maranhão vem tratando sua saída do PMDB e a forma arrogante com que se refere não só ao Solidariedade, mas a outros partidos, comportamento prepotente que já levou o PMDB da Paraíba a várias derrotas e ao quadro de isolamento em que se encontra atualmente.
Benjamin Maranhão acredita que não é esse caminho de discórdia que o paraibano busca, mas, certamente, o da tolerância e do respeito, o de uma política renovada, visando sempre o desenvolvimento da Paraíba.
Assessoria do deputado federal Benjamin Maranhão (SDD-PB)
Brasília-DF, 04 de fevereiro de 2014.
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