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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou nesta sexta-feira (7) que o ex-deputado distrital Carlos Xavier não teve o dedo decepado durante ação de criminosos que o fizeram refém em casa durante assalto. A pasta diz que Xavier teve apenas um corte superficial na mão. Informou que o ex-parlamentar foi levado para o Hospital Regional da Ceilândia por volta das 19h30 desta quinta-feira (6). Ele se queixava de dor nas costas e por isso foi submetido a um raio X de tórax e cabeça. Nenhuma fratura ou lesão foi comprovada, disse a Secretaria de Saúde.
Nesta quinta-feira (6), policiais da Cavalaria da PM haviam confirmado ao G1 que criminosos tinham decepado um dedo de Xavier. Os PMs prenderam três homens que tentavam assaltar a casa do ex-parlamenar no conjunto 10 do Setor de Mansões de Samambaia. Xavier (ex-PSD e ex-PPB) foi mantido refém por cerca de duas horas junto com um primo.
Everton Santos , de 21 anos, Ailton Ferreira de 25 e Robson Pereira, de 28 anos foram autuados em flagrante por roubo com restrição de liberadade e crime de tortura.
Os três, segundo a PM, chegaram armados na casa de Xavier por volta das 19h em um carro roubado. Uma equipe de policiais que passava pelo local desconfiou do veículo que estava na frente da casa com as portas abertas. Os policiais tocaram a campanhia e a pessoa que abriu portão era um dos criminosos. O suspeito, disse a PM, segurava um revólver e saiu correndo.
Os policiais o alcançaram e em seguida prenderam os outros dois suspeitos que estavam dentro da casa. Eles pediam dinheiro enquanto mantinham o ex-deputado distrital e um funcionário amordaçados. Com uma faca de cozinha, eles teriam ferido o dedo de Xavier. Além da faca, a polícia apreendeu R$ 1,4 mil em dinheiro, celulares, dois revólveres calibre 38 e o carro roubado.
Os três suspeitos foram levados para a 21ª DP em Taguatinga Sul.
De acordo com a Câmara Legislativa do DF, Xavier foi deputado distrital pelo PPB entre 1995 e 1998 e entre 1999 e 2002, pelo PSD.
Suspeito de homicídio
Xavier é suspeito de mandar matar um adolescente de 16 anos em março de 2004. De acordo com o Tribunal de Justiça do DF (TJ), o ex-distrital será julgado por homicídio qualificado no próximo dia 26.
A denúncia contra ele foi apresentada pelo Procuradoria-Geral da Justiça do Ministério Público do DF, pois, na época, Xavier exercia o mandato de deputado distrital. Xavier nega ter mandado matar o adolescente.
De acordo com a denúncia, o capoeirista Eduardo Gomes da Silva, 52 anos à época do crime, foi apontado como a pessoa que matou o adolescente Ewerton da Rocha Ferreira a mando do então deputado distrital. A vítima era um suposto amante da então mulher de Xavier.
Ferreira foi encontrado com dois tiros na cabeça na manhã do dia de 8 de março de 2004, atrás de uma parada de ônibus, próximo ao viaduto que liga o Recanto das Emas a Samambaia.
A Câmara Legislativa cassou o mandato dele após a denúncia do Ministério Público do DF. Foi o primeiro caso de perda de mandato na Casa.
G1
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