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Arábia Saudita vai autorizar mulheres a dirigirem

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publicado em 27/09/2017 às 08h50
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(Foto: © Faisal Al Nasser/Reuters)

O rei da Arábia Saudita, Salman Bin Abdulaziz AL, aprovou um decreto que autoriza todas as mulheres do país a conduzirem automóveis, informou a emissora “Al Arabiya” nessa terça-feira (26).

De acordo com o jornal norte-americano “New York Times”, a decisão foi anunciada em um evento em Washington, nos Estados Unidos, e entrará em vigor em junho do próximo ano.

Nos últimos dias, diversas mulheres lançaram uma campanha na internet, onde publicaram imagens dirigindo o próprio veículo. A medida foi aprovada uma semana depois de um vídeo, que mostra o clérigo saudita Sheikh Saad Al-Hijri declarando que as mulheres “não merecem dirigir porque só têm um quarto de cérebro”, viralizar nas redes sociais.

A hashtag árabe com a frase dita pelo clérigo foi usada 119 mil vezes em 24 horas. A decisão polêmica foi feita durante uma palestra sobre “os males das mulheres dirigindo”. As declarações provocaram reações enfurecidas de mulheres, principalmente de países árabes onde a lei já permite que elas possam dirigir.

A Arábia Saudita era o único país no mundo onde as mulheres eram proibidas de dirigir carros. No passado, a medida provocou diversos protestos. O país é considerado um dos mais conservadores, sobretudo em relação às mulheres.

Por lá, elas são submetidas à tutela dos membros masculinos da família – pai, marido ou irmão – para poderem estudar ou viajar. Além disso, as mulheres também são proibidas de frequentarem estádios por causa da aplicação da regra de separação entre os sexos nos espaços públicos.

No entanto, na última semana, o país autorizou, pela primeira vez, que elas fossem a um estádio para um espetáculo musical. A concessão foi pontual. Por causa de diversas críticas internacionais, o reino parece estar tentando suavizar algumas restrições.

Em julho deste ano, ativistas dos direitos humanos comemoraram a decisão do Ministério da Educação de permitir que as garotas pratiquem esportes nas escolas públicas. Com informações da Ansa.

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