João Pessoa, 12 de abril de 2014 | --ºC / --ºC
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Acusado de manter relações próximas com o doleiro Alberto Youssef, o deputado licenciado André Vargas (PT-PR) deve retornar à Câmara após a Semana Santa. Segundo a assessoria de imprensa do petista, o parlamentar indicou que não pretende cumprir os 60 dias de licença e retomará o mandato enquanto responde a um processo disciplinar no Conselho de Ética e a uma representação na Corregedoria da Casa.
Embora tenha anunciado a renúncia da 1.ª vice-presidência da Câmara, o deputado ainda não levou a decisão à Secretaria-Geral da Mesa Diretora. Sem esse procedimento, o processo de escolha do sucessor fica comprometido. Anteontem, o presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) disse querer marcar a eleição na última semana do mês. A assessoria de Vargas informou que, como ele não está em Brasília, a formalização da renúncia ocorrerá após o feriado.
A cúpula do PT busca uma solução para evitar que a sucessão de Vargas reacenda um confronto interno na bancada. O deputado, que integra a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), foi eleito após derrotar Paulo Teixeira (SP), da Mensagem ao Partido. Isso faz com que os dois grupos considerem-se sucessores naturais para a vaga.
A Mensagem defende que Teixeira assuma o cargo. Já a CNB apresenta, nos bastidores, o nome do ex-líder da bancada, José Guimarães (CE). A tensão aumenta porque há a perspectiva de que o nomeado seja o candidato natural do partido à presidência da Câmara em 2015. Nenhum nome, porém, ainda foi indicado publicamente.
A direção nacional do PT não pretende se intrometer na escolha, mas já avisou que a palavra de ordem é evitar divisão na bancada. Nesse sentido, deputados sem vinculação direta com os envolvidos defendem uma solução "tampão": um parlamentar que não tenha ligações próximas com interessados na disputa nem interesse em disputar a presidência da Casa.
Estadão
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