João Pessoa, 17 de abril de 2016 | --ºC / --ºC
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Manifestantes contra o o impeachment da presidente Dilma Rousseff se concentram nos Arcos da Lapa, no Centro do Rio, para assistir à votação em Brasília. A cada fala do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, os manifestantes, gritam palavras de ordem e xingamentos em direção ao telão que transmite a sessão ao vivo. A artista plástica Marcela Cantuária, de 25 anos, tirou a blusa para chamar a atenção para a “podridão do Congresso”.
— O congresso é podre, mas temos que ter esperança. E mesmo se o impeachment ganhar, vamos continuar ocupando as ruas com nossos corpos, mostrando que não compactuamos com esse golpe de estado — disse Marcela, que cobriu os seios com adesivos com o nome da presidente.
Participam da manifestação militantes de partidos de esquerda como PT, PSOL, PC do B, PCB, PSTU e várias entidades sindicais. Uma boneca em tamanho real com a inscrição “Miss Grelo Duro” chamava a atenção dos manifestantes. O nome faz referência à expressão usada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva numa das escutas da Operação Lava Jato.
Antes da transmissão da votação, o grupo Samba pela Democracia fazia uma roda de samba no local. Policiais militares ouvidos pelo EXTRA no local afirmaram que havia cerca de mil manifestantes por volta das 17h.
— Um processo liderado pelo Eduardo Cunha não pode ser chamado de processo contra a corrupção. Isso é uma bsurdo. Algum dia as pessoas vão se envergonhar de terem estado ao lado desse cara — afirmou o economista Henrique Alves, de 27 anos, com adesivos do PT pela camisa.
Extra
ENTREVISTA - 11/05/2026