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OPINIÃO

“PT me trata com respeito, gosta de mim”, diz Maluf sobre aliança em SP

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publicado em 12/06/2014 ás 11h22

O senhor está feliz com a aliança que firmou com o petista Alexandre Padilha?, perguntou o repórter ao deputado Paulo Maluf. E ele: “O PT me trata com mais respeito do que outros partidos. O PT gosta de mim.”

Por vias transversas, o blog recebera a informação de que Maluf estava insatisfeito com o petismo. Dizia-se que cogitava inclusive desfazer em São Paulo o noivado do seu PP com o PT. Romperia a aliança firmada há 13 dias antes da formalização das núpcias, em convenção partidária a realizar-se no final do mês.

Seu relacionamento com o candidato do PT é bom?, insistiu o repórter, pelo telefone. “É ótimo”, respondeu Maluf, sem titubeios. Ele quantificou sua afinidade com Padilha: “101%”.

Para dissolver qualquer réstia de dúvida, Maluf esclareceu que “o relacionamento é perfeito também com o Emídio de Souza, que é o presidente estadual do PT, e com o Rui Falcão, que preside o partido nacionalmente.”

O repórter já se dera por convencido. Mas a satisfação de Maluf com o PT, por ilimitada, intimou-o a adicionar à sua lista mais dois personagens: “Estou muito satisfeito com a atuação do Lula e com a atuação da Dilma em relação ao PP.” De novo, ele forneceu uma referência matemática: “Queixa zero!”

“O Ministério das Cidades é do PP há mais de dez anos”, Maluf explicou. “E, quando apoiamos o prefeito Fernando Haddad, na eleição de 2012, houve inclusive a indicação do secretário de Saneamento Ambiental” do ministério.

O indicado do PP para a Secrataria de Saneamento Ambiental continua no cargo? “Claro que continua”, disse Maluf, antes de esclarecer: “Não é do PP. Não faço indicações políticas. O engenheiro Orlando Garcia é uma indicação técnica. Se a gente põe político, faz besteira”.

“Técnico também erra”, corrigiu-se Maluf. “O Celso Pitta [prefeito de São Paulo de 1998 a 2000], que eu indiquei para me suceder, não deu certo. Mas o importante é que eu fiz a indicação de boa fé.”

Não receia perder a disputa pelo governo de São Paulo com Padilha, hoje o preferido de apenas um 3% do eleitorado? “Quando entrei na campanha do Fernando Haddad, ele também tinha 3% no Datafolha. O José Serra tinha 31%. Esteve na minha casa duas vezes, acompanhado do senador Aloyzio Nunes.”

Por que não fechou com Serra? “Conversamos muito, acho ele um administrador estupendo. Eu disse pra ele: fui prefeito, tenho obrigação de escolher bem. Você está com 70 para 71 anos, foi prefeito há pouco tempo, ficou um ano e três meses e foi embora. Não quis ser prefeito, entregou pro Gilberto Kassab. Perguntei: Serra, você quer ser prefeito ou quer usar a prefeitura como trampolim?”

O que disse o Serra? “Ele disse que era a última coisa da vida dele, queria ser prefeito por oito anos”. Não acreditou? “Ora, meu querido, não acredito em Papai Noel. Fui apoiar o Fernando Haddad, o candidato dos 3%.”

Maluf disse não ter dúvidas de que a eleição em São Paulo será definida em dois turnos. “Aposto o que você quiser. Tem segundo turno. Vai ser o Geraldo Alckmin contra o Alexandre Padilha ou contra o Paulo Skaf.”

Como empresário, por que não entregou o tempo de propaganda do PP no rádio e na tevê para o PMDB de Skaf, presidente da Fiesp? “Eu considero o Paulo Skaf muito competente. Dos candidatos que estão aí, é o mais experiente.”

Se é assim, insisto, por que não apoiou o Skaf? “Vejo o Skaf a cada 15 dias, sou industrial. Conversei muito com ele sobre isso. Até havia, de minha parte, uma predisposição. Mas temos deputados federais e estaduais que têm outro ponto de vista. O PP nacional também. E eu não faço política sozinho.”

“A maioria optou pelo Padilha”, declarou Maluf. “Além disso, decidimos apoiar a Dilma nacionalmente. E o apoio ao Padilha veio por gravidade.” Otimista a mais não poder, Maluf vaticinou: “A Dilma vai vencer no primeiro turno”.

Acha mesmo que uma gestora com taxa de aprovação de 33% no Datafolha vai prevalecer no primeiro round? “Anota aí: ela ganha no primeiro turno. Vou fazer força por ela, em São Paulo.”

Blog do Josias

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