João Pessoa, 16 de junho de 2014 | --ºC / --ºC
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Maior jogador do futebol búlgaro e uma das estrelas do "dream team" do Barcelona ao lado de Romário, no início da década de 90, Hristo Stoichkov também entrou para a galeria dos jogadores mais polêmicos do mundo. Aos 48 anos, o ex-atacante mostra que mantém o estilo fora de campo.
No Brasil, atuando como comentarista da TV Univision, dos Estados Unidos, Stoichkov afirmou que as chances da seleção brasileira conquistar o hexacampeonato passam pela vontade da Fifa. Além de sugerir interferência da entidade, ele criticou o presidente Joseph Blatter por vibrar com os gols da Seleção na estreia contra a Croácia.
– Depende de Blatter, depende muito de Blatter. Não é correto um presidente festejar gols do Brasil. É algo muito patético, não deveria ser assim. Como na primeira partida, no pênalti a favor do Brasil. São coisas que passam na Fifa e sabemos como são. O Brasil não precisa disso, não necessita de ajuda para chegar à final – afirmou.
As insinuações do búlgaro não são de hoje. Estrela da seleção da Bulgária na campanha histórica de 1994, ano em que chegou à semifinal e o Brasil comemorou o tetracampeonato, Stoichkov reclamou de interferência da arbitragem na semifinal, vencida pela Itália por 2 a 1. As críticas à Fifa são estendidas ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

– A Copa de 94 é a melhor que a Bulgária já jogou. É uma lástima que um desgraçado, o árbitro francês Joel Quiniou, a pessoa mais odiada do meu país, não me deixou jogar a final contra o Brasil. Mas isso é parte da Fifa, sabendo como ela conduz toda disputa para cada equipe chegar no Mundial. Brasil e Itália não jogavam uma final há 24 anos. Então, para Havelange, Teixeira e Blatter, todos esses bandidos, tinha que ser assim – disparou.
Naquele ano, a Seleção conquistou o título ao vencer a Itália nos pênaltis. A Bulgária terminou em quarto lugar, após perder por 4 a 0 para a Suécia na disputa pelo terceiro lugar.
G1
"PRÓXIMOS DIAS" - 23/01/2026