João Pessoa, 17 de junho de 2014 | --ºC / --ºC
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A Bélgica chegou ao Brasil como grande candidata a surpresa desta Copa do Mundo. Mas precisou suar muito para sair da estreia com uma vitória. A forte retranca da Argélia complicou muito a vida dos europeus, mas no fim prevaleceu o talento de sua ‘geração de ouro’ em uma vitória de virada por 2 a 1, nesta terça-feira, no Mineirão.
O triunfo veio, mas a imagem que fica é de uma seleção que apresentou bem menos que que prometia antes do Mundial – e diante de um adversário sem grande qualidade técnica. A chance de mudar esta primeira impressão será no próximo domingo, contra a Rússia, no Maracanã. A Argélia enfrenta a Coreia do Sul, em Porto Alegre, e mostra que deve incomodar os demais rivais na briga por uma vaga nas oitavas de final.
As fases do jogo: A partida desta terça poderia ter sido disputada em apenas metade do campo. Foi ataque contra defesa o tempo inteiro, com os belgas pressionando e parando na forte retranca argelina. O gol parecia questão de tempo. Mas tudo deu errado para os europeus no primeiro tempo. Em um dos poucos contra-golpes dos africanos, Feghouli foi derrubado na área. Ele mesmo converteu o pênalti e colocou a Argélia em vantagem.
As mudanças promovidas pelo técnico belga empurraram ainda mais a equipe para o campo de ataque na etapa final. A Argélia tentou se segurar como pôde. Mas valeu a insistência belga. Fellaini e Mertens, que entraram no segundo tempo, aproveitaram os poucos espaços da defesa adversária e tiraram a Bélgica do sufoco.
O melhor: Fellaini – Sua entrada mudou a partida. Além de oportunismo no gol de cabeça que empatou o jogo, ajudou a desconstruir o ‘ferrolho’ argelino caindo pelas pontas.
O pior: Lukaku – Muito se esperava do atacante do Chelsea em sua estreia na Copa, mas ele decepcionou. Foi presa fácil da retranca argelina e não criou sequer uma chance de gol. Acabou substituído no intervalo.
A chave do jogo: retranca africana – Os argelinos ‘estacionaram o ônibus’ na frente de sua área. Implementaram uma forte retranca, com os 11 jogadores em seu campo de defesa e praticamente sem dar espaços. O ‘ferrolho’ fez os belgas sofrerem muito mais que o esperado em sua estreia na Copa.
Toque dos técnicos: Marc Wilmots mostrou estrela com suas alterações no segundo tempo. As duas apostas do treinador, Fellaini e Mertens, balançaram as redes e garantiram a virada da Bélgica.
Uol
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