João Pessoa, 12 de julho de 2014 | --ºC / --ºC
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Nunca uma disputa de terceiro lugar valeu tanto para o Brasil. Humilhada diante da Alemanha na semifinal, a seleção precisava de uma vitória em seu último jogo na Copa do Mundo para ao menos se despedir com um pouco de dignidade. Mas nem isso conseguiu. Novamente apresentou desatenção defensiva, perdeu para a Holanda por 3 a 0, neste sábado, em Brasília, e terminou o Mundial na quarta colocação.
A nova derrota contraria Felipão em sua tese de que o vexame diante dos alemães foi apenas uma "pane inexplicável" e de que o "trabalho foi bom". O Brasil se despediu sem apresentar uma atuação convincente em nenhuma partida nesta Copa e com seu prestígio extremamente arranhado. Neste adeus melancólico, até a arbitragem foi mal. Marcou pênalti inexistente no primeiro gol holandês, não deu impedimento no segundo e deixou de anotar penalidades para ambos os lados. Nada, porém, que justificasse mais uma tarde ruim dos anfitriões. Agora, a definição é se o treinador continua ou não no cargo. A comissão técnica deve se reunir com o comando da CBF na próxima semana, quando o futuro de Scolari na seleção será decidido.
Mesmo com cinco alterações em relação ao time que foi atropelado pela Alemanha na semifinal, o Brasil se esqueceu de mudar o mais importante: o comportamento tático. Por conta disso, voltou a perder dois jogos seguidos em Copas após 40 anos — a última vez havia sido na Alemanha, em 1974.
Desarrumado e sem qualquer padrão de jogo, como esteve desde a estreia contra a Croácia, o time de Luiz Felipe Scolari levou o primeiro gol logo no início, e se perdeu ainda mais.
O time voltou para o segundo tempo com uma alteração típica de Felipão. Trocou o volante Luiz Gustavo por Fernandinho, da mesma função, e que enterrou o time contra os alemães.
O time continuou desarrumado e tentando descontar na base da vontade. David Luiz passou a atuar como meia, lateral, volante. Só não fez a sua, de zagueiro, e ainda viu Wijnaldum ampliar o vexame nos acréscios: 3 a 0, decepção e vaias para um time que levou dez gols em duas partidas.
MaisPB com Uol
ENTREVISTA - 11/05/2026