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Policial Civil faz prisão usando salto fino de 11 centímetros: “É normal”

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publicado em 10/09/2015 ás 11h04
atualizado em 10/09/2015 ás 11h14

Nos pés, salto fino de 11 centímetros, combinando com a calça justa e o casaco estampado. Na mão direita, a pistola usada para render um homem que, em pleno Centro do Rio, atacava outro usando um estilete. Nada fora da rotina para a inspetora Luciana Campos de Carvalho, lotada na 119ª DP (Rio Bonito).

— Eu estava de folga, mas sempre trabalho assim. Só uso tênis quando tem alguma operação. Pra mim, o salto alto é como se fosse sandália de dedo — brinca a loura de 1,70m e 32 anos.

O suspeito que recebeu voz de prisão é Valbner Rogério Ferreira Silva, de 44 anos. A vitima era um homem que, horas antes, testemunhara contra ele em um registro por ameaça feito na 6ª DP (Cidade Nova). Autuado em flagrante por tentativa de homicídio, Valbner passou a noite na carceragem da 5ª DP (Mem de Sá), para onde foi levado por Luciana e por dois PMs acionados pela própria policial.

— Moro em Rio Bonito, mas vim procurar coisas para a festa de aniversário do meu filho. Quando vi a movimentação, joguei o carro na faixa dos ônibus e desci correndo. Não sei nem se fui multada. Acabei passando o dia na delegacia e não comprei nada, mas não tem problema — garante a inspetora.

Essa não foi a primeira vez que Luciana chamou a atenção pela beleza e pela eficiência em serviço. Há dez anos, três depois de ingressar na Polícia Civil, ela protagonizou uma reportagem sobre musas da corporação. No fim do ano passado, após ajudar na prisão de um dos acusados de ter assaltado o sítio do deputado estadual Paulo Melo, uma foto da inspetora e de uma colega ao lado do suspeito rodou as redes sociais acompanhada de comentários elogiosos — tanto ao trabalho quanto aos atributos físicos de ambas. O mesmo voltou a acontecer nesta quarta-feira, quando a cena no Centro do Rio foi registrada em vários cliques enviados ao WhatsApp do EXTRA (21 99644-1263 e 21 99809-9952).

— As pessoas não estão muito acostumadas a ver uma mulher nesse meio, mas nunca tive nenhum problema. Na verdade, a gente nem liga para esse lado quando está trabalhando, e até se acostuma — diz.

Aos criminosos, fica a certeza: mãos — e salto — ao alto.
Extra

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