João Pessoa, 23 de agosto de 2014 | --ºC / --ºC
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No fim de semana do GP da Bélgica, os pilotos da Fórmula 1 aderiram à febre do “desafio do balde de gelo”. Desafiados por Felipe Massa, Daniel Ricciardo e Fernando Alonso levaram banho de água fria em pleno paddock de Spa-Francorchamps, na campanha que busca arrecadar fundos para a doença chamada esclerose lateral amiotrófica, e botaram também Lewis Hamilton na roda. Neste sábado, parece que São Pedro resolver entrar na brincadeira também e derrubou uma forte e gelada chuva na região durante o treino que definiu o grid de largada para corrida deste domingo. E na fria e encharcada pista belga, ninguém conseguiu desafiar o líder do campeonato Nico Rosberg. O alemão da Mercedes, mais uma vez, mostrou concentração e perícia para anotar 2m05s591 e assegurar a pole position, sua sétima em 12 etapas em 2014. Seu companheiro de time, Hamilton, até ensaiou ameaçá-lo. Apesar de um erro na primeira curva, fazia um tempo melhor que Nico no setor 1. Mas o britânico não manteve o ritmo no longo circuito belga até o fim e terminou em segundo, com 2m05s819.
Sebastian Vettel foi o melhor piloto após a dupla da Mercedes, ficando em terceiro com 2m07s717, a longínquos dois segundos das poderosas Flechas de Prata. Na sequência apareceram Fernando Alonso (Ferrari) e Daniel Ricciardo (RBR). Felipe Massa avançou com tranquilidade ao Q3, mas a Williams não mostrou na pista molhada um desempenho tão forte quanto na seca, e o brasileiro fechou em nono, com 2m09s178. Seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, conseguiu ser melhor e marcou 2m08s049 que o credenciou ao sexto lugar no grid. Kevin Magnussen (7º, McLaren), Kimi Raikkonen (8º, Ferrari) e Jenson Button (10º, McLaren) completaram o top 10. A decepção do treino ficou por conta de Nico Hulkenberg, eliminado no Q1 com a Force India.
Novidade no grid, o alemão André Lotterer – que substitui Kamui Kobayashi na Caterham neste fim de semana – demorou um pouco para se adaptar ao carro de Fórmula 1 na pista molhada, chegando a virar sete segundos acima do companheiro Marcus Ericsson, 14s acima das Mercedes. Mas assim que pegou a mão, mostrou o por que é três vezes vencedor das tradicionais 24 Horas de Le Mans e colocou um segundo no parceiro sueco. Mas devido à limitação do carro da Caterham – pior equipe do grid – não conseguiu nada melhor que o penúltimo lugar.
Globo Esporte
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