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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Refém, não!

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publicado em 06/06/2011 às 08h02
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A gente pode até questionar a dureza do governador no trato com os movimentos grevistas dos últimos cinco meses, mas não há como não reconhecer que quando a prestação do serviço ao público está em jogo, o senhor Ricardo Coutinho adota estilo ainda mais contundente para garantir atendimento do Estado ao cidadão.

Foi assim na greve da PM, ocasião na qual o comando do movimento escolheu logo o período do carnaval para deflagrar a insurreição. Não demorou e o Governo recorreu ao Governo Federal, a quem solicitou tropa da Força Nacional de Segurança. Nem precisou. O decreto de ilegalidade da Justiça tornou pedido e greve sem efeito.

Está sendo assim no processo de paralisação, já estancado, dos médicos do Hospital de Trauma. Em que pese ter demorado a tomar as medidas de segurança, o Governo decretou situação de emergência e convocou cirurgiões do Edson Ramalho.

Agora, na iminência dos médicos efetivos cruzarem os braços, o governador mandou buscar cirurgiões do Rio de Janeiro para garantir a normalidade no atendimento aos pacientes que por infelicidade do destino precisem do socorro do Trauma.

Não é a melhor saída, mas pelo menos ninguém morrerá por falta de equipe e nenhuma vida será utilizada como moeda de troca em negociação salarial. Se o Estado pecou por ter deixado o impasse no Trauma esticar demais, acertou em não titubear na hora de “arrochar o nó” e impedir que a corda arrebente do lado mais fraco, o do contribuinte, patrão de governantes e médicos, e única vítima dessa queda de braço.

Intempestiva –
Ouvido pela coluna, o presidente do CRM, João Madruga, considerou desnecessária a decisão do Governo assegurar na Justiça a presença de médicos do Rio no Trauma.

Normalidade –
“A esta altura as coisas estão se normalizando. A escala de plantão está normal. Estamos torcendo pra que tudo dê certo”, minimizou o conselheiro João Madruga.

Eduardo Jorge é paraibano –
A coluna acolhe e-mail do cardiologista Lauro Wanderley Filho (vlwanderley@uol.com.br), que complementa informação sobre as raízes paraibanas de Eduardo Jorge, provável candidato de Kassab na sucessão. Mais do que casado com uma paraibana, Eduardo é paraibano da gema e formou-se em Medicina pela UFPB.

A infância no bairro de Manaíra –
Lauro fala com conhecimento de quem foi contemporâneo de Eduardo e vizinho no bairro de Manaíra. O atual secretário de Meio Ambiente de São Paulo jogou como centroavante do Manaíra Futebol Clube, antes entrar na militância e fundar o PT.

Depois de Erundina –
Eduardo é filho do ex-reitor da UFPB, Guilardo Martins Alves, coronel da reserva, a quem respeitava, mas divergia, até entrar na luta contra a ditadura e ser preso duas vezes. E este homem poderá ser o segundo paraibano a virar prefeito de São Paulo.

Apupos –
Assessores garantem que o prefeito Eduardo Brito, de Mamanguape, não se retirou da plenária do Orçamento por conta do festival de vaias e gritos de “traidor” na platéia.

Convidado –
De acordo com um deles, o prefeito considerou o fato normal, porque teria partido de adversários. “Ele só deixou o recinto para participar de um casamento em Cuité”.

Negociatas –
“Acabou o tempo em que as elites acertavam tudo entre si e o povo ficava a margem”. Do governador Ricardo, ao final da plenária do Orçamento em Mamanguape.

Pressa –
A pré-campanha em Cabedelo está quente. Luceninha, pretenso postulante, deu a largada neste final de semana e reuniu pré-candidatos a vereadores aliados.

Do céu ao purgatório –
O vereador Zezinho do Botafogo (PSB) passou o final de semana no Encontro de Casais com Cristo. Hoje, fica cara a cara com alguns ‘capetinhas’ na Câmara de João Pessoa.

Amortizando –
A direção do Grupo Brennand se reúne hoje com comunidades rurais de Pitimbu. Na pauta, a tentativa de reverter a resistência à instalação da fábrica de cimento.

Na surdina –
Um grupo de motoristas da Capital planeja protesto contra os empresários, a revelia do Sindicato, cuja direção é vista como se estivesse com o freio de mão puxado.

Atleta do amor –
O vereador Geraldo Amorim (PDT) intensificou as caminhadas na Praça da Paz. É um dos inscritos na Mini-Maratona dos Namorados, no Conjunto dos Bancários.

Diferenças à parte –
O senador Vital Filho (PMDB) esqueceu a rivalidade e ressaltou a contribuição dos adversários Enivaldo, Ronaldo e Cássio ao São João de Campina Grande.

Encontro –
A convite da jornalista Lídia Moura, a direção nacional do PMN prestigiará o encontro estadual da legenda, no próximo sábado, às 8h, no Hotel Netuanah, em João Pessoa.

Pingo quente – “Foi um ato de coragem”. Do prefeito de Cajazeiras, Carlos Rafael (PTB), tentando afastar do colega Léo Abreu a pecha de covarde, após a renúncia.

 

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