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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

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publicado em 05/01/2015 às 17h11
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Qualquer paraibano de bom senso torce pelo êxito da nova gestão do governador Ricardo Coutinho. O sucesso do seu governo representa avanço e desenvolvimento na Paraíba. Minha torcida particular, confesso, está mais no campo da postura do que especificamente nos números e estatísticas. Aliás, os dois podem andar bem juntos.

Que Ricardo é bom gestor, disso ninguém duvida. Seu mérito salta, sobretudo diante da mediocridade dos nossos padrões. Por isso faço figa e oração, se preciso, para assistir nesse novo governo a possibilidade de um novo tipo de relação menos árida entre o Estado e setores da sociedade.

Como cidadão, aplaudirei na primeira fila ao ver o governador encabeçando uma mesa em que seja possível juntar, no mesmo espaço, até adversários debatendo projetos e prioridades do Estado ou vê-lo com mais freqüência e desprendimento nas reuniões da bancada federal. Nos tempos de hoje não é mais possível governar isolado e não admitir que há inteligência e contribuição fora do entorno aliado.

A Paraíba, que reconhece as qualidades do seu governante, certamente gostaria de assistir sua autoridade maior liderando um amplo pacto social capaz de agregar idéias, sugestões e engajamento de instituições, universidades e organismos num grande arco-íris em que todos pudessem se sentir representados e integrantes.

Traduzindo, em bom português. O projeto de Ricardo precisa ser o projeto da Paraíba, ou vice-versa. O paraibano deve se sentir estimulado a abraçar, a defender, a vibrar e contribuir com os planos e metas de governo. E isso só é possível quando a construção é coletiva, plural e o contraditório, ao invés de repelido, é absorvido.

A Paraíba, em especial, só superará seu atraso quando conseguir ajustar desenvolvimento com unidade política. E unidade política não significa adesão partidária, mas convergência de projetos. Pela sua história, forjada nas lutas, Ricardo tem todas as condições de assumir esse papel e guiar um projeto maior que um girassol e do tamanho do Estado.

*Reprodução do Correio da Paraíba.

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