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Unicef denuncia o assassinato de crianças no Sudão do Sul

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publicado em 19/05/2015 às 09h14
atualizado em 19/05/2015 às 06h15

Pelo menos 26 crianças foram assassinadas – algumas de apenas sete anos – e dezenas foram sequestradas e recrutadas em ataques realizados por grupos armados no Sudão do Sul nas últimas duas semanas, informou nesta segunda-feira (18) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em comunicado.

As crianças foram vítimas e também promoveram atos de violência recentes no estado de Unidade, nos quais homens e meninos armados, vestidos de militares ou civis, foram responsáveis pela destruição de vidas e propriedades, de acordo com dezenas de testemunhos de pessoas que fugiram das aldeias em chamas, acrescentou o Unicef.

Os sobreviventes disseram às equipes do Unicef que aldeias inteiras foram queimadas e reduzidas a cinzas por grupos armados, enquanto um grande número de meninas e mulheres foram violentadas e assassinadas publicamente – incluindo algumas de apenas sete anos.

Pelo menos 19 meninos, alguns de 10 anos, e sete meninas foram assassinados, e outros foram mutilados ou recrutados para unir-se ao combate e cuidar do gado roubado, segundo as declarações divulgadas pelo Unicef.

O representante dessa agência da ONU no Sudão do Sul, Jonathan Veitch, disse que os relatos de várias testemunhas mostram uma “fotografia aterrorizante” da situação destes meninos e meninas enquanto se intensificam os combates dias antes do começo da temporada de chuvas.

“O fato de crianças serem o alvo deliberado destes ataques é uma barbaridade”, acrescentou Veitch.

O delegado do Unicef considerou uma “necessidade urgente” para a proteção dessas crianças a cessação imediata das hostilidades e o pleno acesso dos trabalhadores humanitários. Também pediu uma investigação urgente e exaustiva para identificar e punir os responsáveis destas últimas atrocidades cometidas contra as crianças.

O governo do Sudão do Sul e as forças de oposição ao governo devem utilizar toda sua influência para proteger as crianças e deter imediatamente as graves violações contra a infância, incluída a violência sexual, assim como incidir para libertar todas as crianças das forças armadas e de grupos associados, acrescentou o Unicef.

Calcula-se que 13.000 crianças foram recrutadas ou utilizadas por todas as partes em conflito, segundo dados verificados pelas Nações Unidas citados por essa agência.

A maioria das pessoas que sobreviveram aos recentes ataques no Sudão do Sul são mulheres e crianças.

Nas últimas semanas, os combates se intensificaram nos estados de Unidade e Alto Nilo, provocando violações contra os direitos da infância com uma regularidade alarmante, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Essa agência considera fundamental que se permita a Nações Unidas o acesso sem restrições às áreas afetadas pela violência recente em ambos estados a fim de brindar apoio e proteção a mulheres, crianças e todos os civis que possam estar feridos, presos ou escondidos.

G1

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