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Os times brasileiros se preparam para as competições sul-americanas

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publicado em 02/04/2026 ás 10h35
atualizado em 09/04/2026 ás 10h53

O Brasil voltará a ser o bloco a ser batido no futebol continental. Entre a Copa Libertadores e a Sul-Americana, treze clubes do país começam a fase de grupos no próximo dia 7 de abril, com vários deles entre os favoritos ao título em ambas as competições.

Um mapa continental pintado de brasileiro

A presença brasileira no futebol sul-americano volta a ser expressiva. Na Libertadores, teremos seis representantes: Flamengo (atual campeão), Fluminense, Cruzeiro, Corinthians, Palmeiras e Mirassol, que estreia na principal competição continental. A final será no dia 28 de novembro, em Montevidéu, onde se espera ver pelo menos uma equipe brasileira.

Por outro lado, na Sul-Americana haverá sete times nesta edição, com a presença de Atlético Mineiro, São Paulo, Santos, Botafogo, Grêmio, Vasco da Gama e Red Bull Bragantino. A final será disputada em Barranquilla no dia 21 de novembro, uma semana antes da Libertadores. Ambos os campeonatos iniciarão sua trajetória no próximo 7 de abril, com a fase de grupos.

Com essas datas, a palavra-chave entre os clubes é “gestão”. Gestão de elenco, em primeiro lugar, porque, com o início do Brasileirão em 28 de janeiro, em plena janela de transferências, muitas equipes tiveram que montar seus grupos e competir ao mesmo tempo em que preparavam os torneios da CONMEBOL. Mas também entra em cena a gestão física, que começa agora, por causa das seis rodadas de futebol continental entre abril e maio, junto com o torneio nacional.

Favoritos na Libertadores, mas com armadilhas e exigência desde o começo

Na Libertadores, a delegação brasileira sabe que está entre as favoritas, algo refletido em diversas casas de apostas, em grande parte por causa da história recente dos clubes do país. Ainda assim, cada equipe chega com níveis de exigência muito diferentes: para alguns, qualquer coisa que não seja ir longe no torneio será uma decepção severa; para outros, disputar a competição já é um prêmio.

O Flamengo está entre os primeiros. Emparelhado no Grupo A, terá uma chave relativamente dura, com a presença de Estudiantes de La Plata, Cusco e Independiente Medellín. O time argentino deverá ser o que oferecerá mais resistência, mas o rubro-negro deve ser capaz de brigar por tudo.

O Fluminense caiu no Grupo C ao lado de Bolívar, Deportivo La Guaira e Independiente Rivadavia. A equipe treinada por Luis Zubeldía tem provavelmente o grupo mais acessível entre os clubes brasileiros.

No Grupo D está o Cruzeiro, que terá pela frente Boca Juniors, Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil. Este é, provavelmente, o grupo da morte desta edição, com várias equipes que podem surpreender os favoritos.

O Palmeiras teve bem mais sorte nos cruzamentos, com Cerro Porteño, Junior e Sporting Cristal como adversários nesta primeira fase. Deve ser uma das equipes que encontrará mais dificuldades conforme a competição avançar, mas terá um início relativamente tranquilo.

Para o Mirassol, as coisas são bem mais complicadas. Ao sempre duro LDU Quito se soma o Lanús, recém-coroado campeão da Sul-Americana, além do Always Ready. Ainda assim, o time de Rafael Guanaes precisa encarar esta competição mais como um prêmio pela excelente campanha da temporada passada do que como uma oportunidade de fazer um torneio extraordinário.

Na Libertadores, a delegação brasileira mistura hierarquia, história recente e projetos emergentes. O Flamengo ficou no Grupo A ao lado de Estudiantes, Cusco e Independiente Medellín; o Fluminense estará no Grupo C com Bolívar, Deportivo La Guaira e Independiente Rivadavia; o Cruzeiro dividirá o Grupo D com Boca Juniors, Universidad Católica e Barcelona; o Corinthians caiu no Grupo E com Peñarol, Santa Fe e Platense; o Palmeiras aparece no Grupo F com Cerro Porteño, Junior e Sporting Cristal; e o Mirassol assumirá o desafio do Grupo G diante de LDU Quito, Lanús e Always Ready.

A Sul-Americana está cheia de desejo de revanche e períodos de reconstrução

Se a Libertadores coloca os clubes brasileiros com a etiqueta de favoritos, a Sul-Americana apresenta um cenário mais imprevisível. Atlético Mineiro, São Paulo, Santos, Botafogo, Grêmio, Vasco da Gama e Red Bull Bragantino formam a delegação brasileira neste torneio. O calendário já nos mostrou os primeiros confrontos, com Vasco e São Paulo abrindo os trabalhos diante de Barracas Central e Boston River, respectivamente, no dia 7 de abril. Em 8 de abril, o Santos terá pela frente o Deportivo Cuenca, no Equador, enquanto o Atlético Mineiro jogará na Venezuela contra a Academia Puerto, e o Botafogo receberá o Caracas em 9 de abril.

Aqui também há histórias particulares. Por exemplo, a do Santos, que chega com os holofotes voltados para a dupla Neymar e Gabigol, que deve ser a principal referência da equipe nesta Sul-Americana. O Botafogo, por sua vez, aparece como um dos favoritos ao título, mas também em meio à frustração de ter caído na fase preliminar da Libertadores contra o Barcelona Sporting Club. O confronto contra o Racing, equipe que o derrotou na Recopa de 2025, aponta para uma revanche tensa.

Com esses times, é difícil não imaginar pelo menos um finalista brasileiro em cada uma das competições. No entanto, a magia do futebol faz com que não exista jogo fácil nem adversário grande demais. Com o início desses dois torneios, resta saber que Davi será capaz de vencer Golias… ou se Golias mostrará por que é o favorito.

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