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MP instaura procedimento para investigar morte de bebê, em hospital de CG

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publicado em 30/03/2026 ás 12h59
Foto: Reprodução

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou, nesta segunda-feira (30), uma Notícia de Fato para apurar denúncia de suposta falha na prestação de atendimento médico-hospitalar em serviços de Campina Grande, que teria resultado na morte de um bebê de um ano e seis meses, ocorrida nesse domingo (29).

O procedimento foi instaurado pela promotora de Justiça Adriana Amorim, que atua na defesa da Saúde, com o objetivo de elucidar as circunstâncias do atendimento prestado à criança e verificar a regularidade dos protocolos assistenciais adotados pelos hospitais.

Diante da gravidade dos fatos noticiados pela imprensa local, a promotora de Justiça já determinou que as direções do Hospital da Criança e do Adolescente e do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande sejam oficiadas para que, no prazo de 15 dias, apresentem manifestação circunstanciada sobre o atendimento prestado à paciente, encaminhando cópia integral e legível de todo o prontuário médico, incluindo fichas de triagem, evoluções médicas e de enfermagem, exames, prescrições, relatórios de transferência e registros de atendimento de urgência.

O caso

O corpo da bebê de 1 ano e seis meses, identificada como Liana Maria, foi sepultado no fim da manhã desta segunda-feira (31), em meio a comoção na cidade de Remígio, no Agreste paraibano.

A criança estava internada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande após a família denunciar uma suposta negligência médica no Hospital da Criança e do Adolescente, na mesma cidade.

O velório ocorreu na manhã desta segunda-feira, na Câmara Municipal de Remígio, reunindo familiares, amigos e moradores da cidade. Em seguida, o cortejo seguiu até o cemitério local, onde aconteceu o sepultamento.

Liana Maria estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Trauma desde a última terça-feira (24). A morte da criança foi confirmada pela unidade de saúde na noite do domingo (29).

Segundo os pais, a bebê foi levada inicialmente ao Hospital da Criança e do Adolescente na sexta-feira (20), apresentando sintomas gripais. Após o atendimento, ela recebeu alta e retornou para casa. A família afirma que a criança voltou a ser levada à unidade em outro momento, mas novamente foi liberada.

De acordo com relato de um tio da vítima, durante um dos atendimentos, a médica teria afirmado à mãe que ela estaria “exagerando por ser mãe de primeira viagem” e prescreveu dipirona antes de conceder alta à criança.

Ofícios

Também serão oficiados a Secretaria Municipal de Saúde, o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB), o Instituto de Polícia Científica e o Serviço de Verificação de Óbito para adoção de diligências.

A Secretaria deverá informar, no prazo de 30 dias, sobre eventual instauração de sindicância ou procedimento administrativo interno destinado à apuração dos fatos, encaminhando, ao final, relatório conclusivo, caso instaurado.

Já o IPC e o Serviço de Verificação de Óbito deverão encaminhar informações disponíveis sobre a causa da morte da criança, caso já emitido o respectivo laudo, ou indicação de sua pendência.

MaisPB