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20 milhões de casos no Brasil

Edson Ramalho reforça importância do diagnóstico precoce de doenças renais

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publicado em 12/03/2026 ás 18h12

Aproximadamente 20 milhões de pessoas no Brasil convivem com problemas renais, muitos deles sem saber, conforme o Ministério da Saúde. A doença renal crônica é um problema de saúde pública, principalmente por evoluir de forma silenciosa e, em muitos casos, só apresentar sintomas em estágios mais avançados. Neste Dia Mundial do Rim, comemorado nesta segunda quinta-feira do mês de março (12), a coordenadora de Nefrologia do Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER), Ruanna Estrela, alerta para os cuidados renais.

“Os rins desempenham funções essenciais para o equilíbrio do organismo. Eles funcionam como verdadeiros filtros do corpo. São responsáveis por eliminar substâncias tóxicas, equilibrar os líquidos e eletrólitos, regular a pressão arterial e produzir alguns hormônios importantes para o funcionamento do organismo”, explica.

No Hospital Edson Ramalho, unidade gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), o serviço de Nefrologia atua diariamente no acompanhamento e tratamento de pacientes internados que apresentam alterações na função renal.

A Ruanna Estrela alerta que os sinais da doença renal costumam aparecer tardiamente. Segundo ela, os sintomas surgem apenas em estágios avançados, com manifestações como inchaço, descontrole da pressão arterial, náuseas, vômitos, desorientação e sonolência.

Como forma de prevenção e diagnóstico precoce, a especialista recomenda a realização de dois exames simples e de fácil acesso: a dosagem de creatinina no sangue e o sumário de urina. “Esses exames podem ajudar a identificar precocemente alterações na função renal e permitir que o nefrologista inicie o tratamento adequado”, orienta.

Doenças de base – Entre as principais causas de doença renal crônica estão a hipertensão arterial e o diabetes, doenças de base, destaca a médica. “Essas doenças provocam inflamação nos pequenos vasos dos rins e, ao longo do tempo, comprometem a capacidade de filtração e o equilíbrio dos líquidos e substâncias no organismo”.

Assistência especializada – No Hospital Edson Ramalho, o serviço de Nefrologia atende exclusivamente pacientes internados na unidade, não sendo um atendimento de porta aberta. A equipe atua em casos que necessitam de avaliação especializada, como pacientes pós-cirúrgicos, oncológicos ou aqueles que apresentam alterações na função renal durante a internação.

“O atendimento acontece todos os dias. A equipe realiza avaliação clínica dos pacientes quando solicitada por clínicos gerais, cirurgiões ou urologistas. A partir desse parecer, acompanhamos o paciente diariamente à beira do leito, com ajustes de medicamentos, solicitação de exames e definição das melhores condutas. Trabalhamos para garantir assistência qualificada e contribuir para a recuperação e qualidade de vida dos pacientes”, explica a coordenadora do serviço.

Quando necessário, os pacientes também podem receber terapia renal substitutiva, que é a diálise, realizada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na Sala Vermelha e na Unidade Semi-Intensiva do hospital. “A hemodiálise funciona como os rins quando o paciente perde a capacidade de filtração”, afirma Ruanna Estrela. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), mais de 170 mil pessoas estão atualmente em diálise, no País.

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