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MP denuncia 32 pessoas por ‘onda de homicídios’ no Sertão da Paraíba

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publicado em 20/02/2026 ás 08h30
atualizado em 20/02/2026 ás 08h53
Foto: MPPB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu uma denúncia, na manhã desta sexta-feira (20), contra 32 pessoas acusadas de integrar uma organização voltada à prática de crimes como tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais. O grupo é apontado como principal responsável pela onda de homicídios e pelo controle territorial armado na região de Patos, no Sertão da Paraíba.

A denúncia foi feita com base no inquérito instaurado pela Polícia Civil do Estado, que detalhou a Operação Parabellum, deflagrada em dezembro do ano passado, sob a coordenação da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos, com o apoio da 2ª, 3ª e 4ª superintendências da Polícia Civil; do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Entre os denunciados estão um homem e uma mulher apontados como líderes da Orcrim, que, de acordo com a investigação, surgiu de uma cisão da facção criminosa “Nova Okaida”, em 2023, e que tem vínculos com o Comando Vermelho. Essas lideranças emitiam ordens de execuções e gerenciavam o tráfico de drogas na região, de dentro e fora de presídios.

A investigação da Polícia Civil analisou e relatou uma série de crimes letais envolvendo a atuação dos membros da facção denunciados pelo MPPB e apontou que os homicídios não eram eventos isolados, mas ferramentas de gestão criminal para punir traições e eliminar rivais.

O MPPB requereu ao Juízo da 1ª Vara Mista de Patos que a denúncia seja recebida para iniciar o devido processo legal, com a citação dos denunciados para apresentarem respostas à acusação.

Pediu também a decretação e manutenção da prisão preventiva dos acusados, conforme a representação feita pela Polícia Civil, por estarem presentes os indícios suficientes de autoria e prova da materialidade dos crimes e pela necessidade de salvaguardar a ordem pública (devido à gravidade dos fatos e à periculosidade dos autores), pela conveniência da instrução criminal e para garantir a aplicação da lei penal.

O processo tramita sob segredo de justiça.

MaisPB