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Oposição defende intervenção na Saúde de Campina Grande

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publicado em 27/01/2026 ás 18h52
atualizado em 27/01/2026 ás 18h54
Foto: Câmara de Campina Grande

O líder da oposição na Câmara Municipal de Campina Grande, Anderson Pila (PSB), disse, nesta terça-feira (27), em entrevista ao Programa Hora H, da Rede Mais e Rádio POP FM, que estuda ingressar no Ministério Público da Paraíba com um pedido de intervenção na Secretaria de Saúde do município.

“Vamos procurar tentar dialogar com o Ministério Público, quem sabe pedir a intervenção da saúde em Campina Grande, que a gente não pode assistir. O povo padecendo de morte na frente dos hospitais, das unidades básicas, nas unidades de pronto-atendimento e aí o poder público e o poder político e a justiça não pode assistir isso por negligência de um gestor que não tem empatia nem capacidade de administrar Campina Grande”, disse o parlamentar.

O vereador citou que a cidade “clama” por uma providência do poder público e sugeriu que o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União), renuncie o cargo.

“O povo clama para que a classe política possa agir. E quem sabe este governo ou este prefeito que está acabando com nossa cidade possa realmente pedir renúncia, assumir que não tem capacidade de administrar Campina Grande, pedir a renúncia para que a cidade possa existir ainda. Porque eu acredito que três anos desse governo, talvez a gente possa ver a cidade do maior problema existente na época política de Campina Grande”, complementou Anderson Pila.

Nesta terça, os vereadores da base e da oposição se reuniram com representantes dos hospitais filantrópicos que prestam serviço ao município para discutir o atraso no repasse de verbas. Na quarta-feira (28), os parlamentares vão participar de uma audiência na Casa Félix Araújo, que deve contar com a presença do secretário de Finanças de Campina Grande, Gustavo Braga.

Entenda

Os hospitais privados e filantrópicos que integram a rede complementar do SUS em Campina Grande entregaram um ofício conjunto ao secretário de Saúde do município, Dunga Júnior, informando que serão “obrigados” a suspender as atividades a partir do dia 1º de fevereiro por conta dos atrasos nos repasses financeiros da administração municipal.

Assinaram de forma conjunta o ofício o Hospital João XXIII – Sistema de Assistência Social e de Saúde (SAS), o Hospital Geral Antônio Targino – Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), Clínica Dr. Maia – Instituto Neuropsiquiátrico de Campina Grande, Clipsi Serviços Hospitalares e a Fundação de Olhos da Paraíba (FOP).

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