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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estaria articulando nos bastidores para que seu nome fosse lançado para participar da comissão da CPMI do dia 8 de janeiro. Na tentativa de tirar a presidência e relatoria do governo, ele até mesmo teria colocado seu nome à disposição.
Em entrevista exclusiva ao jornalista Wallison Bezerra, da Rede Mais/Diário do Sertão, nesta terça-feira (25), o filho do ex-presidente garantiu que seu pai não teria relação nenhuma com os atos antidemocráticos, defendeu que a CPMI do dia 8 seja formada por integrantes de fora do governo federal.
Na visão de Eduardo Bolsonaro, a CPMI deve investigar uma possível prevaricação do Ministério da Segurança, que é comandado por Flávio Dino, além de ouvir o chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e o fotógrafo da Reuters, Adriano Machado, que foi visto cumprimentando os vândalos.
“Não tem relação nenhuma (Bolsonaro com o dia 8). Eu acredito que o governo, que sempre foi contra a investigação, vai fazer de tudo para enterrar. O justo seria ter a presidência e a relatoria de deputados e senadores que não estão no governo. Quem faz a segurança do palácio do planalto é o GSI, que mesmo com o alerta laranja, não se preparou. Gonçalves Dias tem que ser uma pessoa a ser ouvida nesta comissão, aquele jornalista da Reuters”, explicou.
O deputado federal ainda prometeu uma punição isonômica para os vândalos, independentemente do posicionamento político ideológico. Ele, no entanto, defendeu que as pessoas que acampavam na frente de quartéis e teriam sido identificadas nas imagens não poderiam ser punidas com maior rigor.
“Individualização de cada conduta, aplicação irrestrita da lei. Não tem como chegar e passar a mão na cabeça de quem depredou patrimônio público. Agora pegar gente que estava acampada na frente de quartel general exercendo seu livre direito de manifestação pacífica e querer encarcerar como terrorista, é uma covardia”, completou.
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