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Brizola Neto será o novo comandante do Ministério do Trabalho

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publicado em 30/04/2012 às 12h50
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A presidente Dilma Rousseff escolheu o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) para o comando do Ministério do Trabalho. A decisão foi tomada em reunião entre Dilma e o presidente do PDT, Carlos Lupi, na manhã desta segunda-feira, em Brasília. A informação, confirmada por integrantes do PDT ouvidos pelo site de VEJA, ainda não foi divulgada oficialmente pela Presidência. O Planalto avaliou que não ficaria bem para o governo passar o Dia do Trabalho, comemorado nesta terça-feira, sem indicar um nome para a pasta e decidiu acelerar as negociações com o PDT. Segundo integrantes da legenda, Brizola Neto deverá se reunir com Dilma ainda hoje.

A indefinição sobre o cargo teve início em dezembro do ano passado, com a demissão de Lupi, envolvido em denúncias de corrupção. O ministério foi ocupado interinamente por Paulo Roberto dos Santos Pinto, secretário-executivo da gestão anterior. As centrais sindicais, especialmente a Força Sindical e a CUT, vinham pressionando a presidente Dilma a nomear Brizola Neto, aliado dos sindicalistas. O deputado havia se comprometido, caso fosse nomeado, a endurecer as regras para a criação de sindicatos – o que concentraria o poder nas mãos das grandes centrais.

Com a demora na indicação, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, chegou a ameaçar deixar a base aliada. Entretanto, assim como outros parlamentares do PR, ele nunca cumpriu a promessa.

Na lista tríplice do PDT, foram indicados, além de Brizola Neto, o deputado Vieira da Cunha (RS) e o secretário-geral da legenda, Manoel Dias. Mas o próprio partido estava dividido em relação aos nomes. Enquanto Paulo Pereira defendia a nomeação de Brizola, Lupi rejeitava a indicação.

O novo ministro do Trabalho é neto do ex-governador fluminense Leonel Brizola, fundador do PDT. Aos 33 anos, Brizola Neto foi eleito para a Câmara dos Deputados em 2007. Em 2011, licenciou-se do cargo para ocupar a Secretaria de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro, função que exerceu durante dois meses. Filiado à legenda desde 1997, seu primeiro cargo eletivo foi como vereador do Rio de Janeiro, em 2005.

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