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Entrevista: com volta dos impostos, é mais vantajoso usar etanol ou gasolina?

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publicado em 01/03/2023 ás 12h56
atualizado em 01/03/2023 ás 13h47

A disputa clássica entre gasolina e álcool (ou etanol) ganhou novos capítulos para o brasileiro. O governo Lula confirmou na última segunda-feira (27) a retomada gradativa dos impostos federais sobre os combustíveis, destacando um aumento maior na gasolina, por se tratar de um combustível fóssil. Enquanto isso, o etanol se trata de um meio de energia sustentável para o meio ambiente.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Bioenergia do Estado da Paraíba (SINDALCOOL-PB), Edmundo Barbosa, o aumento da discussão, com olhos cada vez mais abertos à possibilidade do uso de etanol, é um tendência mundial pelo seu apelo sustentável. Mas ele explica que as vantagens também se sustentam ao próprio veículo.

“Você não vai ter o problema grave, que afeta muitos motoristas, que é a carbonização do motor. Hoje ficou muito mais difícil você adquirir um carro novo. Então, é preciso conservar bem o que a gente tem. E a melhor forma de conservar é etanol”, disse Edmundo ao programa Hora H, da Rede Mais rádios

“A prova de que o etanol é realmente um combustível benéfico é que qualquer motorista sabe que na hora que você troca o óleo de um veículo flex, abastecido com etanol, o óleo sai limpinho, porque não há aquele depósito de carbono. Ou seja, aquela graxa que a gasolina deixa dentro do motor”, completou.

Mas apesar das bonificações ao meio ambiente, os motoristas só vão aderir ao combustível sustentável se valer a pena no bolso. Para isso, o presidente ressalta a importância da retomada dos impostos federais, do PIS/Confins e Cide, para que a competitividade entre gasolina e etanol fique maior.

“É importante que a gente tenha, e aceite, agora, isso [a oneração] como necessário. E principalmente que os combustíveis fósseis sejam onerados e não o combustível renovável, que evita as emissões dos fósseis”, disse Edmundo. “Nesse momento é fundamental para que a gente tenha uma recuperação da competividade do etanol frente ao fóssil”, concluiu.

Leonardo Abrantes – MaisPB