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Em nova denúncia, Gaeco acusa Ricardo e Coriolano de ‘extorsão’

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publicado em 15/12/2022 ás 11h48
atualizado em 15/12/2022 ás 16h16
Ricardo Coutinho (PT), ex-candidato ao Senado pela Paraíba.

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), apresentou essa semana mais uma denúncia no âmbito da Operação Calvário contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PT), o irmão do petista, Coriolano Coutinho, além de Pedro Patrício de Sousa Júnior e Alexandre Magno Cândido da Cruz. A acusação leva em consideração irregularidades na gestão da Loteria do Estado da Paraíba – LOTEP.

As investigações apontam que Coriolano tinha o controle da LOTEP e era um dos principais responsáveis pela coleta de propinas destinadas a Ricardo. Com alta influência, o irmão do ex-governador é apontado pelos investigadores como a pessoa que usava o poder do Estado para direcionar concessões de empresas sob a possibilidade de reincidir contratos já firmados para a exploração de jogos, incluindo demissão, desligamento ou inabilitações.

Além de agir com influência, Cori é suspeito de extorsão. Um dos empresários ouvidos pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) disse que foi obrigado a comprar produtos do investigado como modo de não sofrer represálias.

A nova denúncia aponta dois crimes de extorsão. O primeiro cometido por Ricardo, Coriolano e Pedro Patrício contra Denylson Machado, que teria sido ameaçado com o intuito de obter vantagem econômica mediante a venda de trios elétricos.

A outra extorsão persiste na acusação da ameaça contra Daniel Gomes, para que fosse extinto o contrato com a empresa Bilhetão, sob a pena do fim do contrato entre a Cruz Vermelha do Brasil e o Governo do Estado.

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