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Graduado em Jornalismo, Yago Fernandes é um “pitaqueiro” sobre a vida, relações humanas e um apaixonado pela comunicação. É mestre de cerimônias e tem experiência com palestras e oficinas de Oratória. Atualmente, também é assessor de comunicação.

Dinheiro, incenso e parvos 

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publicado em 27/09/2021 às 09h17
atualizado em 27/09/2021 às 06h18
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Vamos começar a semana com uma pergunta, mas você precisa responder rápido, hein? Não vale nem piscar. Queres ficar rico, rica? Ô, eu já sabia. Basta não ter compromissos com a ética e ter também uma cabeça “miúda”. 

Avançamos, progredimos pelos séculos afora e os credos humanos não cedem um bocado para razão, pelo menos aquela razão de que pensamos ser dotados: a humana.

Já pisamos em Marte e alguns ainda vivem atolados nas crendices. E nem falo nas estúpidas crendices religiosas, essas são incuráveis na condição humana da maioria, da maioria, eu disse. Há exceção em toda regra. 

Vejam estas duas manchetes e digam se tem cabimento: – “Conheça os melhores incensos para atrair dinheiro e prosperidade”. Quer dizer que se eu sentar na calçada de casa, olhar para o além, mas cheirar uma vareta de incenso vou ficar rico? Ai, ai. 

A outra manchete diz assim: – “Jovem pega R$ 85 mil do pai para pagar vidente golpista e acaba no prejuízo”. Quer dizer que a jovem, bonitinha, acredita em videntes e vidências? Sacrossanto! E na camisinha, será que ela acredita? A ninguém até hoje foi dado o poder de ver o futuro, a ninguém.

Como alguém pode imaginar ficar rico queimando incensos ou saber do amor por um jogo de cartas? Os espertos sabem que os parvos estão nas esquinas, procurando facilidades e vida boa a todo custo. 

O melhor mesmo é acreditar nos milagres produzidos pela água benta, a da testa, a única vertida em suor e que gera milagres, riquezas. Estamos entendidos?

O sucesso das embalagens 

Quando vamos ao supermercado e vemos um produto com uma embalagem bem feita, pegamos, olhamos e, mais das vezes, sem conhecer bem o conteúdo levamos o produto para casa. Na vida aqui fora é sempre assim. Só iremos aprovar a “compra” quando aquele embrulho for aberto e o que estiver dentro for usado, consumido. Um risco, pois é. Viver e conhecer exigem riscos. Experiências.

Vidas inseguras

Tenho pouco tempo de atuação na área da comunicação. No entanto, já vi muita gente correr de um microfone e uma câmera, igual o diabo foge da cruz. As pessoas têm medo de externar o que sabem – embora conheçam do conteúdo – por medo de represálias, comentários, isso e aquilo. Nada mais é do que insegurança, e insegurança é medo. Quando tiveres com tal sentimento, siga em frente e vá com medo mesmo para aquela entrevista. Será um sucesso, você verá, e os invejosos vão se retorcer por dentro. 

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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