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Entrevista

HQ Xaram conta história de um ventríloquo solitário

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publicado em 04/09/2021 às 12h52
atualizado em 04/09/2021 às 13h39
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Kubitschek Pinheiro MaisPB

Já está em todas as livrarias e bancas de revistas do país, o HQ “O Grande Xaram” do roteirista Mauricio Oliveira Dias e do ilustrador Allan Alex. Com selo da Editora Veneta. a HQ traz uma história emocionante, que resume em poucas páginas a trajetória, vida, glória e morte de um ventríloquo. O livro conta ainda com um posfácio do historiador e jornalista Daniel Salomão Roque, sobre a história do ventriloquismo.

Guardião de uma arte esquecida, o velho ventríloquo Xaram que animava festas infantis com seu boneco Frodo, se vê obrigado a competir com a popularidade dos jogos eletrônicos. Mas nem sempre as coisas foram assim: no fim dos anos 1940, auge dos programas de rádio, Xaram teve seu momento de fama. Já no outono de seus anos, o artista sofre com o vazio deixado por um grande afeto que ficou no passado.

Com lançamento nacional via live, o HQ ‘O Grande Xaram’ contou com a participação do roteirista Mauricio Oliveira Dias e as presenças do historiador Daniel Salomão Roque e do estudioso de quadrinhos Heitor Pitombo, o evento disparou na Internet.

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As histórias em quadrinhos tornaram-se um dos gêneros mais lidos em todo o mundo, passando por diversas adaptações para o cinema. Elas foram consideradas, durante muito tempo, uma manifestação reduzida da arte literária. No entanto, a variedade de publicações e a qualidade das narrativas fizeram com que leitores e estudiosos fossem cativados por esse tipo de narrativa gráfica. Quem nunca leu uma HQ, não sabe o que está perdendo.

Na contra capa da HQ “O Grande Xaram” o famoso paraibano Mike Deodato Jr ( cujos principais trabalhos são Mulher Maravilha, Thor, Hulk e Spider-Man) enaltece o trabalho de Allan e Mauricio: “Excelente. Lembra as histórias de Corben e Dubay na antiga revista Kripta”, escreveu Mike Deodato Jr.

Mais sobre os autores

Nascido no Rio de Janeiro, Mauricio Oliveira Dias é formado em cinema pela Universidade Federal Fluminense. Como roteirista, já trabalhou em longas-metragens e assina, com Flavio Pessoa, a adaptação para os quadrinhos do conto A Cartomante, de Machado de Assis (Zahar, 2008).

Allan Alex também nasceu no Rio e faz quadrinhos há mais de trinta anos. Quadrinizou Zumbi, a Saga de Palmares (Marques Saraiva, 2002), em parceria com Krisnas, e O Cabeleira (Agir, 2008), com texto de Leandro Assis e Hiroshi Maeda, indicada ao HQ Mix em 2009.

Em entrevista ao MaisPB Maurício Dias e Allan Alex revelam toda a trama de Xaram do ventrículo solitário, falam do projeto da revista e mostram em palavras que eles são bons profissionais dessa arte de Histórias em Quadrinhos.

Maurício Oliveira Dias

MaisPB – Fazia tempo que não líamos uma HQ tão singela e cruel. Como nasceu o velho Xaram?
Mauricio Dias: O personagem nasceu em um conto que escrevi em 1993. Eu estava na faculdade e muito deprimido, por conta disso ficava sem comer, e depois comecei a escrever contos; o do Xaram foi o segundo da leva. Aquele diálogo do ventríloquo com o boneco que abre a hq foi algo que eu assisti quando tinha uns 13 anos, um ventríloquo que se apresentou na festa de dois anos de um primo de 2º grau. Um troço que vi quando tinha 13 anos, e nunca mais me saiu da cabeça – embora eu não seja obcecado pelo tema.

MaisPB – Você lia muitas revistas em quadrinhos?
Mauricio Dias – No início dos anos 1990, eu lia muitas histórias em quadrinhos, entre elas as do Fernando Gonsález, um cara genial, criador do Níquel Náusea – releio até hoje. E tinha uma história dele sobre o Palhaço Carrapatim, um palhaço que perde sua graça e sai procurando pelo circo, como se a graça fosse um chaveiro ou guarda-chuva, estas coisas que colocamos em algum lugar e depois esquecemos. Acho que esta história de algum modo influenciou na ideia do Xaram, especialmente o final. E o conto saiu, foi escrito em poucos dias. Já a versão em quadrinhos, teve que esperar quase trinta anos. Já há anos eu tinha vontade de fazer uma história em quadrinhos – não necessariamente a partir da história do Xaram, inicialmente eu pensava em outra história que eu escrevi, também já há algum tempo. Aí contatei o desenhista William Côgo, que foi meu colega durante anos nas aulas no ateliê de desenho do pintor Lydio Bandeira de Mello – Bandeira de Mello é um mestre, o maior artista plástico do Brasil há pelo menos 50 anos. E, por uma grande sorte minha, o William me colocou em contato com este baita desenhista que é o Allan Alex. Mostrei a ele alguns textos meus, uns em formato de roteiro para audiovisual, e ele preferiu a história do Xaram, que estava em formato de conto.

MaisPB – A construção dos diálogos são cosmopolitas, apesar da história se passar entre nós. Foi uma maneira de valorizar essa profissão que hoje vemos tão pouco a não ser em filmes?
Mauricio Dias – Eu moro no RJ, capital, e sempre pensei no personagem como tendo nascido aqui – não que eu ache que isso faça diferença. Não houve grandes elucubrações sobre o modo de falar, foi algo seguindo o modo como eu e as pessoas que conviviam comigo – a classe média / média-alta do Rio – falavam; e o que eu cresci vendo na TV.

MaisPB – A figura do ventríloquo é fascinante…
Mauricio Dias – O tema do ventríloquo, isto não é algo que tenha sido consciente, mas olhando agora, tinha a ver com meu estado de ânimo da época, eu pensava em coisa que estavam sumindo: tocador de realejo, fotógrafo lambe-lambe – e eu estava vendo que algumas possibilidades que eu imaginava para minha vida não existiam mais, que aquelas portas tinham se fechado. Quando você decide ir por um caminho, talvez os outros caminhos possíveis – aqueles que você preteriu – tivessem algo que era muito importante pra você. E isto acarreta dor.

MaisPB – O boneco Frodo mostra que ele tem mais vida que o pai dele, só que hoje ele precisa se multiplicar na guerra dos jogos eletrônicos. A arte perdura, né?
Mauricio Dias- Não sei se tem mais vida, na minha cabeça eu nunca parei pra pensar se o Frodo ganhou vida, ou se eram tudo projeções mentais do Xaram. No final, no velório, eu brinco com o célebre ditado, “Vão-se os anéis, ficam os dedos”. Muitas vezes parece que a visão do Frodo para com o Xaram seja cruel – mas será que isto não é apenas o humor auto-depreciativo do Xaram? Eu confesso que não sei responder. Este negócio dos jogos eletrônicos, desde que eu era criança, é uma febre. E como no filme de Cacá Diegues, ‘Bye Bye Brasil’, o artista popular – o vaudeville, o mambembe – quando confrontado com uma tecnologia massificada, ele perde muito espaço. Como um homem já de certa idade, tendo apenas um boneco de madeira, faz para competir com todos os recursos da Atari dos anos 80, da Sega, da Nintendo?

MaisPB – Genial a participação de Xaram no rádio, o único meio de divulgação que a internet não conseguiu destruir. Vamos falar sobre isso?
Mauricio Dias – Quando se escreve, usa-se tudo que está na memória – a ideia de um ventríloquo transmitido pelo rádio fazer sucesso foi algo que eu vi também adolescente em ‘A Era do Rádio’, do Woody Allen; e era baseado em fatos reais: anos depois fui ler que o ventríloquo mencionado no filme era baseado no pai da atriz Candice Bergen. E é o tipo de coisa que, se você pensar, não faz sentido nenhum: a graça do ventriloquismo é ver o boneco mexendo a boca e ouvir o som saindo, e pelo rádio você não vê, poderia até serem dois atores lendo seus textos. Apesar de muitos shows de rádio nos anos 1940 e 50 tinham plateia no local, e não era pouca gente. Mas quem ouvia em casa não tinha como ver. E o rádio remete (um pouco) à questão do personagem estar datado – pois, como vc colocou, o rádio ainda existe com alguma vitalidade, mas não tem nem de perto o poder avassalador que tinha nos anos 40/50, quando era “O” centro da vida social das pessoas.

MaisPB – Os desenhos de Allan Alex são perfeitos, foram feitos antes ou vocês trabalharam numa sequência?
Mauricio Dias – O Allan trabalhou a partir do conto. Eu também acho que o resultado da arte ficou magnífico. Um conhecido meu que leu a história em quadrinhos falou que ela é um ‘filme noir’. Eu adoro estes filmes dos anos 1950, e embora o termo esteja associado em geral a tramas envolvendo detetives e policiais – algo que não existe na nossa história em quadrinhos – eu achei a colocação bem pertinente.

MaisPB – Como veio a ideia de chamar o jornalista Daniel Salomão Roque para fazer o prefácio, não tão comum nos HQ. Aliás, ele traz à tona a história do Ventriloquismo?
Mauricio O. Dias – Esta foi uma grande ideia do editor Rogério de Campos, que tem décadas de experiência editorial. Porque a história em quadrinhos é relativamente curta, e ele achou importante agregar conteúdo. Eu achei o resultado ótimo.

MaisPB – Na contracapa há um comentário bacana do paraibano Mike Deodato Jr. que nos remete para Corben e Dubay da antiga revista Kripta. Vocês são amigos?
Mauricio Dias – Não tenho a honra de conhecê-lo pessoalmente, mas sou grande admirador do trabalho do Deodato há décadas, tenho revistas de terror dos anos 1990 ilustradas por ele – revistas brasileiras, antes de ele ir trabalhar em editoras dos EUA. Há muitos anos lancei um site com meus desenhos (também ‘brinco’ de desenhar, uma amostra está no link http://www.mauriciooliveiradias.com.br – Clicar em ‘Galeria’). E depois, já em 2017, consegui o email dele, nem lembro como. Enviei um email convidando-o a passar em meu site. E ele respondeu elogiando, foi muito gentil. No meio de 2020, quando a HQ ficou pronta, ainda não tínhamos editora, eu estava correndo atrás de uma. Em julho de 2020, na cara de pau, eu enviava emails a pessoas que pudessem ler a história em quadrinhos e dar alguma dica. Uma destas pessoas foi o Deodato, ele leu a hq em pdf, e escreveu isto que depois veio a constar na contra capa. Depois, quando já tínhamos fechado com a Editora Veneta, e precisávamos de frases para colocar na contracapa, ele, o escritor Marçal Aquino e o designer e professor Octavio Aragão foram extremamente gentis e nos permitiram usar suas frases.

MaisPB – O que temos mais? Você tem muitos trabalhos como roteirista? Até pensei que Xaram poderia virar um filme.
Mauricio Dias – Participei de roteiros para curtas e longas, o único que eu me sinto à vontade para falar é o do filme ‘Sonhos Roubados’, de Sandra Werneck – o qual foi prêmio do júri popular no Festival do Rio de 2009. A chance de trabalhar neste filme surgiu de um convite do José Joffily, que havia sido meu professor na UFF quinze anos antes. Em 2008 ele leu um roteiro meu pra longa – que espero algum dia ver na tela ou em uma hq – e generosamente me convidou para alguns projetos.

MaisPB – E a história da adaptação do conto de Machado de Assis?

Mauricio Dias – Eu já tinha trabalhado com quadrinhos, em histórias curtas de 7/8 páginas que nunca chegaram a ser publicadas, e em uma adaptação de um conto de Machado de Assis que saiu pela Editora Zahar em 2008. Na gaveta – ou melhor, no hd externo – tenho muitos roteiros, inclusive alguns para longa-metragem. No momento estou trabalhando em um antigo roteiro meu junto com o ilustrador Alex Genaro, para virar uma outra história em quadrinhos, que deverá ter umas 35 páginas – são outros personagens é outro tema, nada a ver com a do Xaram. Se alguém quiser fazer um filme do Xaram, é só entrar em contato.

Allan Alex

Allan Alex

MaisPB – Conversando com Maurício, ele relatou que você foi a fonte de um conto dele da década de 90. Como foi a descoberta de Xaram?
Allan Alex – O trabalho todo se deu via internet. Tanto é que até hoje nunca encontrei pessoalmente o Maurício. Ele chegou até mim via um amigo em comum. Me propôs o trabalho. Acertamos preço, condições de pagamento, formas de se trabalhar, e prazos aproximados. Ele me apresentou 3 roteiros que ele havia escrito para cinema. Escolhi o que mais mexia com minha sensibilidade e que mais me inspirava imagens sequenciais. Esse foi um trabalho encomendado, mas tenho como lema não diferenciar um trabalho encomendado de um trabalho pessoal. A partir do momento que eu aceito o trabalho, o faço com a mesma sensibilidade e apuro técnico com que tento fazer meus trabalhos pessoais. Os desenhos já no início são obras de arte mundiais, que nos remete para várias nacionalidades. Boa sacada, né?

MaisPB – Quando recebi a revista achei a expressão da capa coisa de cinema e me lembrei da personagem o Coringa, mas na verdade essas caras a gente esbarra nelas todos os dias…

Allan Alex – Em relação à capa, ela foi desenvolvida pelo corpo editorial da Editora Veneta se utilizando de artes escolhidas de quadros das páginas da HQ. Nos apresentaram a capa depois de pronta. Nem eu, nem o Maurício tivemos nada contra, e então o material com a capa seguiu para a impressão.

MaisPB – Genial a ideia de colorir a mulher que o Xaram se apaixonou, um azul quase celeste mas que não salva a personagem nunca; Vamos falar dessa relação dele com ela, os desenhos?

Allan Alex – Em relação ao uso da cor azul no álbum, esse recurso de usar alguma cor em certos elementos, em contraponto ao preto e branco dominante da página, é muito usado no mundo gráfico, tanto em ilustrações para livros, quanto em HQs. Recurso que serve a inúmeras funções. No caso específico do álbum do Xaram, a cor ser azul me remete ao tom melancólico dos Blues cantado pelos negros norte americanos do Mississipi

MaisPB – Daí vem a melancolia da narrativa?
Allan Alex – A melancolia da narrativa me despertava esse clima, som que algumas vezes me parecia beirar à desesperança, dor, tristeza. O amor entre xaram e a moça traz essa desesperança desde seu início, quando logo no começo já tem o pai da moça que não gosta da profissão do protagonista. Xaram a vê pela primeira vez numa apresentação no interior de São Paulo, num teatro onde a cor blues de seu vestido a destaca, emoldurada pela luz branca, a cor que reflete todas as luzes. Essa luz branca moldada pelo último de três umbrais cujo topo trás o símbolo grego Triskelion, que é o movimento da vida e do universo. O Triskelion é elevado por duas “proporções áureas”, representação gráfica da perfeição das formas universais, contrapostas uma à outra. Bem, a cor a ser usada num amor fadado a não dar certo me pareceu ser naturalmente azul, a cor do blues, a cor da dor. Os verdadeiros amantes das artes são os artistas. O público a consome (ainda bem), mas são os artistas que dão a vida, muitas vezes de forma literal, pela arte. São eles que sacrificam coisas importantes de sua vida em nome da arte, e às vezes sacrificam a própria felicidade. Com o Xaram isso acontece. A perfeição do amor é um bem caro demais para ele ter, pois isso significaria perder seu amor antigo, perder sua arte. Ele vai embora. E então começa a verdadeira dor, e o blues da primeira aparição dela era apenas o prelúdio do amor perdido. E segue a história. Lógico que tem muito mais em relação a como sentir a história na hora de fazer, mas se fosse especificar cada momento eu levaria mais de um mês, e dezenas de emails para falar sobre toda a HQ. Mas basicamente o uso do azul nesse primeiro momento tem esse significado metalinguístico.

MaisPB – As imagens do Xaram morto me lembraram Borges, também Saramago. Estou certo?
Allan Alex – A imagem do Xaram morto talvez remeta a Saramago, mas, até por definição, sendo os quadrinhos uma arte pop nascendo da junção de todas as artes, se alimentando e alimentado todas, todo desenhista de quadrinhos tem centenas de influências artísticas, sejam literárias, visuais, cinematográficas e etc… sejam cubistas, acadêmicas, modernistas, figurativas e etc… Em quadrinhos várias influências , inclusive de outros quadrinistas, serão possíveis de serem reconhecidas pelo leitor, se ele se focar em às buscar.

MaisPB – Na contra capa tem um comentário do quadrinista paraibano Mike Deodato Jr. Você conhece ele, o trabalho dele?
Allan Alex –Mike Deodato não o conheço pessoalmente, mas desde jovem sou fã do trabalho dele muito antes de começar a desenhar super heróis. Hoje ele é uma referência(merecidamente) no mundo dos quadrinhos, reconhecido como grande artista brasileiro dos quadrinhos no mundo inteiro. Mas para mim ele sempre foi um grande artista.

MaisPB – Você faz quadrinhos há mais de 30 anos. Vamos falar de outros trabalhos, dessa convivência com o desenho que é mais bonito que no cinema?
Allan Alex – Em relação aos 30 anos fazendo quadrinhos, passei por várias etapas de crescimento, e ainda continuo passando por essas etapas. Estou longe de ser o artista que gostaria de ser, mas caminho nessa direção a cada estudo que faço. Já fiz quadrinhos infantis, de terror, de ação, de aventura, erótico, adulto, com personagens históricos, com personagens contemporâneos, com personagens fantásticos. Já fiz parcerias com conhecidos, com gente com quem nunca me encontrei, com gente que sequer sei se existiram de verdade, ou se era roteiro do editor assinando algum pseudônimo. Enfim, esses trinta anos foram um intenso aprendizado de técnicas, sensibilidade artística, mas principalmente aprendizado de vida.

MaisPB – Você acha que estamos perto de nos livrar dessa lama em que o nosso país se encontra?

Allan Alex – Em relação à situação do país, acredito muito que estamos conforme decidimos estar. Não votei, e nem votaria em nenhuma das pessoas que estão no poder do país hoje, mas sendo brasileiro tenho que admitir que houve uma eleição, e a maioria escolheu o que lhe parecia bom, mesmo que para mim fosse muito claro que não era. Já fui extremamente radical em meus posicionamentos, mas vendo a onde o radicalismo levou o cenário nacional, estou repensando esse posicionamento. è difícil, mas tentar enxergar o contrário como seu adversário, e não como inimigo pode ser a diferença entre se manter a democracia com voz realmente livre de forma respeitosa para todos, ou a barbárie de ambos os lados que assola o dia a dia do país, inclusive, e principalmente nas redes sociais, com pessoas de todas as vertentes políticas exteriorizando o pior de si em cada post, cuja finalidade se resume à pobreza de apenas querer destruir aquele que seja diferente, por ser considerado inimigo. Se essa pobreza de intenção é incapacidade de almejar ideais mais elevados, ou se é apenas mau caráter, acredito que isso varia de pessoa para pessoa. Então, em relação a se estamos perto ou não de nos livrarmos da lama, acredito que isso depende de cada um lavar a lama dos próprios pés.

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