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Francisco Leite Duarte é Mestre e Doutorando em Direito pela UFPB. É professor da Universidade Estadual da Paraíba, Jurista, Escritor, Palestrante e Auditor Fiscal. Prêmio nacional de educação fiscal 2016 e prêmio estadual e nacional de educação fiscal 2019. Na literatura, publicou o romance “O pequeno Davi”, uma coletânea de contos chamada “Crimes de Agosto” e uma coletânea de prosa poética (este em parceria com Cavichioli), chamada “Decifra-me ou te devorarei

Em cada praça pública, uma biblioteca. É sonho!

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publicado em 30/07/2021 às 07h53
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Estivemos, dia 22 deste mês de julho, na Biblioteca Indústria do Conhecimento, localizada na Praça da Paz, bairro dos Bancários, em João Pessoa/PB. Na ocasião, reinaugurava-se aquele importante equipamento cultural, e, antecipando-se ao dia do escritor, dia 25 de julho, homenageavam-se os imortais paraibanos José Lins do Rego, Ariano Suassuna e José Américo. Meu Deus! Eu, um reles mortal, estava no meio deles como um dos homenageados!

Todos os meus pés, com a humildade dos aprendizes, estavam fincados no chão daquele bairro, onde, por muito tempo, fui morador, lá pelos anos noventa. O evento, para mim, foi de indescritível emoção, nem poderia ser diferente, afinal, a envergadura intelectual e literária dos homenageados só me permitiria estar com eles, senão para, humildemente, render, com muito apreço, todas as minhas deferências e homenagens, jamais para ladeá-los.

Soube que as instalações da Biblioteca já estavam ali desde 2008, um projeto da Secretaria de Educação e Cultural (Sedec) da Prefeitura de João Pessoa/PB, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), que agora reabre suas atividades.

O convite veio de Patrícia Guedes Correia Gondim, da Divisão de Inovação e Diversidade Curricular, e de Alcilene Costa, do Departamento de Programas Especiais, vinculados ao EDEC/DEGEF da Prefeitura Municipal de João Pessoa.

Contou-nos as briosas gestoras que as condições logísticas e estruturais da Biblioteca não permitiam que desenvolvesse o seu papel de captar, armazenar, organizar, preservar, gerenciar, disseminar informações e proporcionar atividades de arte-educação à comunidade escolar e extraescolar, razão pela qual se pensou no evento, para divulgar à comunidade as possibilidades de retomada das ações da/na Biblioteca.

De acordo com Nilcione Batista, da Escola de Formação (Cecapro), o acesso à biblioteca será por meio de agendamento prévio feito no próprio local, e as atividades irão respeitar os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19.

O evento foi lindo. Contou com a participação de moradores do bairro e artistas da comunidade, seus poetas, sobretudo os cordelistas, membros da Academia Paraibana de Cordel, bem como a Presidente da Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba, a produtora cultural Gilvanedja Mendes, tudo sob os cuidados da bibliotecária Edilane Sampaio Morais e dos servidores Josafá Lopes de Oliveira e Josilene, Pereira da Silva que cuidam da biblioteca com zelo e estima.

Fiquei muito feliz! Nesse tempo sombrio, em que a cultura e a ciência são testadas em seus limites por narrativas tendenciosas ou falsas, a reabertura da biblioteca é um ato de resistência, ciência e consciência de que a educação salva pessoas, e os livros constituem-se em um dos instrumentos mais poderosos em busca desse desiderato.

Foi tão emocionante! Ao cabo, veio-me um sonho: já pensou se, em cada praça de João Pessoa, como aquelas academias livres de ginástica, fosse implantada uma biblioteca, a ginástica do cérebro? Um sonho… Quem sonha junto?
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