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Economia Circular pode ajudar a driblar crise

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publicado em 01/02/2021 às 07h26
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A adoção de práticas sustentáveis tem sido uma das alternativas apontadas por organizações que lutam em defesa do meio ambiente para ajudar a contornar a crise econômica mundial desencadeada pela pandemia de covid-19. Atividades voltadas para a Economia Circular e Upcycling figuram como ações estimuladas pelo programa ‘SustentaMundoBr-Parahyba’, que desenvolve a coleta seletiva nas cidades de João Pessoa e de Cabedelo.

Uma das definições mais conhecidas de Economia Circular foi introduzida pela Ellen MacArthur Foundation, em 2012, como ‘uma economia industrial que é restauradora ou regenerativa pela intenção e design’. “O conceito baseia-se num modelo para uma economia mais sustentável, ligado à inovação, design, ecoeficiência e soluções para os atuais desafios dos negócios neste século 21”, explica Eleine Bélaváry, coordenadora de educação e mobilização do programa.

Em outras palavras, a Economia Circular é quando ressignificamos o conceito de “lixo”, passando a interpretar a cadeia produtiva de maneira contínua e cíclica, de forma que os recursos não sejam somente explorados e descartados, mas reaproveitados em um novo ciclo: os resíduos voltam a ser insumos e servem de matéria-prima para novos produtos, no modelo restaurativo e regenerativo.

De forma simplificada, a Economia Circular propõe: a trajetória “do berço ao berço” (ou em inglês Cradle to Cradle) – de produto a produto – preservando e transmitindo seu valor; reuso dos materiais por parte do próprio consumidor final; transformação de resíduos descartados em novos materiais ou produtos de maior valor; atualização de produtos eletroeletrônicos para que possam ser usados por mais tempo; prolongamento do uso dos produtos em geral, através da sua reutilização; planejamento estratégico desde a concepção e fabricação dos produtos com o intuito de aumentar sua durabilidade, reparabilidade, atualização e reutilização; redução da produção de resíduos e destinação correta destes para que possam ser reinseridos no ciclo de produção, a fim de serem totalmente recuperados ou reaproveitados.

Eleine Bélaváry ressalta a crescente busca por recursos naturais no mundo e o aumento exponencial da população, que proporcionam um desequilíbrio na balança em termos de oferta e procura. “Por isso é tão importante diminuir o descarte de resíduos e a dispersão de poluentes. Os prejuízos com o atual estilo de vida já são sentidos e serão ainda piores nas próximas gerações”, alerta. A especialista ainda acrescenta: “Algumas grandes marcas italianas, como Dolce e Gabbana e Etro, estão incorporando o Upcycling em seus novos lançamentos de moda, aproveitando tecidos de coleções anteriores. Sustentável e ecológico. Upcycling veio para ficar”, comemora. 

Sobre o ‘SustentaMundoBr-Parahyba’  O programa foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar em parceria com o Instituto Brasileiro do Ambiente Sustentável (IBAS) – www.ibasbrasil.org.br – para incentivar a coleta seletiva em municípios a partir de condomínios residenciais. Foram estabelecidos os processos para que a destinação correta dos recicláveis aconteça e chegue a uma central de triagem operada por cooperativas que comercializam o material de forma a gerar trabalho e renda para catadores e suas famílias.

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