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"corredor da morte"

Prefeito autoriza morte de animais abandonados na PB

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publicado em 21/01/2021 às 11h34
atualizado em 21/01/2021 às 11h41
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Tales Torricelli, prefeito de Brejo do Cruz

O Núcleo de Justiça Animal da Universidade Federal da Paraíba denunciou que o prefeito de Brejo do Cruz, Tales Torricelli, editou um decreto nessa semana que prevê o sacrifício de animais abandonados no município sertanejo.

Segundo a publicação, está proibida a permanência de animais de pequeno, médio e grande porte soltos nas ruas ou locais públicos onde há circulação de pessoas. A medida se encaixa para gatos, cachorros, porcos, bodes, cabras, bois, vacas, cavalos e outros.

Os bichos que forem encontrados nessa situação serão apreendidos, ficando à disposição dos proprietários ou de representantes legais.

Por determinação do prefeito, o animal que for apreendido terá sete dias para ser resgatado e caso isso não ocorra ele será morto, leiloado ou doado, a critério da autoridade sanitária municipal.

Quem desejar adotar o bicho precisa atender às determinações estabelecidas pela Vigilância Municipal.

No decreto, o prefeito deixa claro que a gestão não responderá por indenizações nos casos de dano ou óbito do animal apreendido, eventuais danos materiais ou pessoais causados pelo bicho durante a apreensão.

Defesa dos animais questiona decreto 

O presidente do Núcleo, Francisco Garcia,  informou ao Portal MaisPB que está “tomando todas as providências necessárias para que esse decreto seja revogado o mais rápido possível, dentre elas, a denúncia do gestor à delegacia competente, bem como ao Ministério Público”.

Segundo o órgão, a legislação “regulamenta o controle populacional por meio de esterilização cirúrgica e NUNCA por MATANÇA INDISCRIMINADA, mandando, ainda, que os municípios criem campanhas educativas pelos meios de comunicação adequados, que propiciem a assimilação pelo público de noções de ética sobre a posse responsável de animais domésticos”.

A secretária de Administração, Marjorie Jordana Garcia Fernandes, adiantou à reportagem, porém, que não há “irregularidades” no texto.

MaisPB

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