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Plano de Imunização alerta sobre segurança para vacinas

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publicado em 15/01/2021 às 10h27
atualizado em 15/01/2021 às 07h29
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A edição desta sexta-feira (15) do Diário Oficial do Estado trouxe a publicação do plano estadual de operacionalização da vacinação contra a Covid-19. O documento prevê as categorias prioritárias de vacinação e chama a atenção para a necessidade de organizar a segurança das vacinas, quando estas chegarem ao território paraibano.

“Faz- se necessário a articulação com a Secretaria de Segurança Pública afim de garantir a guarda segura dos imunobiológicos durante seu armazenamento nos serviços estaduais bem como na sua distribuição. Ressalta-se que os municípios deverão organizar também essa segurança desse imunobiológico dentro de sua rede de serviços”, alerta o documento.

Segundo o texto, a rede de frio do Estado possui estrutura organizacional e logística para a garantia da vacinação em todo território paraibano, dividindo responsabilidades de execução com e esfera municipal.

Sobre a aquisição de seringas, o estado garante que o setor de imunização tem em curso o planejamento para o ano de 2021 de aquisições de insumos para abastecimento das Gerências Regionais de Saúde e, por conseguinte aos Municípios, referentes às seringas destinadas às rotinas e campanhas de vacinação anual. “Atualmente, existem 03 processos em tramitação para garantir o quantitativo estimado de seringas/agulhas para as vacinas de rotina e campanhas de 2021. Destaca-se a dificuldade na conclusão dos processos de aquisições de seringas no âmbito estadual, a exemplo do último pregão que ocorreu no dia 22/12/2020 com zero participação de empresas”, pondera.

O documento reforça que “paralelamente aos processos correntes, torna-se imprescindível que o Ministério da Saúde assuma a aquisição das seringas para garantir a operacionalização da vacinação. O núcleo estadual manifestou interesse em aderir à ata de registro de preço nacional para aquisição das seringas/agulhas com destino à vacinação contra a Covid-19, a partir de consultas abertas pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) sobre necessidade e intenção dos estados”.

Considerando a transmissibilidade da covid-19, cerca de 60 a 70% da população precisaria estar imune (assumindo uma população com interação homogênea) para interromper a circulação do vírus. Desta forma seria necessária a vacinação de 70% ou mais da população (a depender da efetividade da vacina em prevenir a transmissibilidade) para eliminação da doença. O Plano de Vacinação desenvolvido pelo PNI em cooperação com o comitê de especialistas da Câmara Técnica, foi baseado em princípios similares aos estabelecidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde), bem como nas considerações sobre a viabilização operacional das ações de vacinação.

Os critérios levaram em consideração a manutenção do funcionamento de serviços essenciais, trabalhadores da saúde que se encontram entre os grupos mais expostos ao vírus, situação epidemiológica e grupos de maior risco de agravamento e óbito. Os grupos foram divididos conforme detalhamento abaixo:

A meta mínima é vacinar 95% dos grupos prioritários para a vacinação, que corresponde a um total de 1.202.872 paraibanos. O texto salienta que não há evidências, até o momento, de qualquer risco com a vacinação de indivíduos com história anterior de infecção ou com anticorpo detectável para SARS-COV-2.

“É improvável que a vacinação de indivíduos infectados (em período de incubação) ou assintomáticos tenha um efeito prejudicial sobre a doença. Entretanto, recomenda-se o adiamento da vacinação nas pessoas com infecção confirmada para se evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Como a piora clínica pode ocorrer até duas semanas após a infecção, idealmente a vacinação deve ser adiada até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas”, ressalta o Plano.

MaisPB

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