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Cantora Gal Costa lança duetos com Criolo e Tim Bernardes

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publicado em 08/01/2021 às 15h37
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SAO PAULO, SP, 2016:Gal Costa (Foto: Julia Rodrigues)

Os fãs da cantora Gal Costa estão contando os dias para o lançamento do Projeto “Gal 75”, cujos singles estão sendo lançados desde o dia 13 de novembro passado nas plataformas digitais, pela Biscoito Fino. Nesta sexta-feira são lançados mais dois duetos com Criolo e Tim Bernardes

Com direção artística de Marcus Preto, os singles trazem novas leituras para duas canções que marcam a discografia de Gal Costa.

Criolo divide com Gal os vocais de “Paula e Bebeto”, lançada originalmente no álbum “Água viva” (1978), primeira parceria de Milton Nascimento com Caetano Veloso. Caetano compôs a letra inspirado na história de amor de um casal de namorados, amigos de Milton de Três Pontas. Também foi Milton quem estreitou as relações de Criolo com Gal graças a canção “Dez Anjos”, parceria de Bituca com o rapper paulista gravada pela cantora no álbum “Estratosférica”, de 2015. “Foi para a voz de Gal Costa que a primeira – e, até agora, única – parceria de Milton Nascimento com Criolo foi feita. Teria que ser Criolo, portanto, a voz a estar com Gal na releitura dessa obra-prima escrita por Milton e Caetano”, diz Marcus Preto.

Coube a Tim Bernardes redescobrir com Gal novas nuances para “Baby”, lançada no álbum Tropicália ou Panis et Circencis (1968), mais um clássico de Caetano Veloso escalado para o projeto. A relação de Gal com a obra do músico, compositor, produtor musical e multi-instrumentista paulistano vem do álbum “A Pele do Futuro” (2018), no qual a cantora incluiu o ijexá “Realmente Lindo”, primeira canção de Tim Bernardes gravada por ela. Tim também havia dedicado todo o seu episódio no programa “Versões”, do canal Bis, a reinterpretar o repertório da Gal.

Criolo e Tim Bernardes comentam

Sobre o convite para o projeto, Criolo comenta: “Ter a oportunidade, mais uma vez, de participar de um disco da Gal, é uma honra muito grande para mim. Tive a felicidade de ter uma parceria minha e do Milton, feita sob medida e com muito carinho para a Gal, gravada no álbum “Estratosférica”. Eu me sinto muito honrado e agradeço a ela, sempre, e ao Milton, sempre. Ter este segundo momento, poder participar deste álbum interpretando uma canção do Milton, agora eu e ela, é uma honra muito grande, eu só agradeço pelo carinho, pelo aprendizado e pela oportunidade. Me sinto com o coração transbordando de gratidão por essa oportunidade. E está lindo, viu?”

Sobre o dueto com Gal, Tim Bernardes escreveu: “Conhecer a Tropicália no pique da minha adolescência, tocando, começando banda, foi um estouro na minha cabeça. Uma quantidade de informação, sonoridade, ideia, musicalidade, liberdade que realmente me mudou e me soltou. E no meio daqueles discos todos, a Gal foi amor à primeira ouvida. A classe e clareza no jeito que ela canta, os contrastes, o berro e o sussurro. A emoção e a energia, uma riqueza, uma exuberância… aquela síntese de tantas coisas que eu identificava no som tropicalista parece que tinham uma super-síntese, uma pérola, na voz da Gal. Você ouve um segundo ela cantando e já bate tudo, no coração, na cabeça, no corpo, na energia, tudo. E a gravação original de Baby é pra mim um retrato mágico desse sentimento todo. Eu fico arrepiado, emocionado. Tem anos que eu ouço essa gravação e ela é cada vez mais gigante. Eu já tinha caído pra trás quando essa ídola minha gravou a minha canção “Realmente lindo”. Então, gravando “Baby” juntos eu bati no fundo da terra, na lua e voltei. É uma loucura. Uma alegria e honra que não dá pra explicar. I love you, baiana”.

Até aqui já foram revelados duetos com Rodrigo Amarante, Zeca Veloso, Seu Jorge, Zé Ibarra, Rubel e Jorge Drexler.

“Gal 75”, próximo projeto de estúdio de Gal Costa, ganhará edições no formato físico – LP e CD – em fevereiro, pela gravadora Biscoito Fino. Em ordem alfabética, os dez artistas convidados são: Criolo, Rubel, Rodrigo Amarante, Seu Jorge, Silva, Tim Bernardes, Zé Ibarra e Zeca Veloso; o português António Zambujo e o uruguaio Jorge Drexler completam a lista.

Por terem sido produzidas no ano passado, em meio à pandemia, as faixas foram gravadas em seis cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Lisboa, Madri, Los Angeles e Vitória.

Kubitschek Pinheiro – MaisPB, com assessorias Coringa Comunicação e Biscoito Fino.

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