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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração e atual presidente da Academia Paraibana de Ciência da Administração. E-mail: admmariotourinho@gmail.com

A maior cobrança pra Cícero, Victor Hugo e João (II)

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publicado em 10/12/2020 às 06h50
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No texto anterior dissemos sobre a expectativa de que, pelo menos a partir de 1º de janeiro, prevaleça, mesmo, o indispensável bom relacionamento interinstitucional entre os governos municipais e o estadual, assim como destes em relação ao governo federal.

A campanha eleitoral de 2020 já é passado. Agora, cada prefeito deve estar consciente de que, para melhor encaminhamento dos projetos em favor de seus respectivos municípios, a sintonia (não necessariamente político-partidária, e, sim, governamental) com as esferas estadual e federal é fundamental. Portanto, não caracteriza nenhum demérito a insistência e persistência, por parte de cada prefeito, inclusive de pedidos de audiências para a busca de apoios de órgãos estaduais, e do próprio governador, para a execução de projetos em favor da cidade.

Também corresponde dever da esfera estadual incentivar e realmente praticar a sintonia governamental com os municípios, cabendo-lhe, para tanto, promover/estimular encontros (sejam audiências individuais, sejam reuniões regionais, sejam até eventos estaduais) do governante do estado com os prefeitos, tanto quanto ao governo federal cabe iniciativas e ações da mesma natureza em relação aos estados.

Especificamente em relação à cidade de João Pessoa, um permanente bom relacionamento institucional de órgãos da Prefeitura, sobretudo a Semob, com a Cagepa (do Estado), por exemplo, é indispensável. Não queremos nem nos reportar às várias escavações que a Cagepa realiza em artérias da cidade, obviamente para reparações em tubulações de águas, mas com o agravante de não deixar essas artérias tais como se encontravam, ou seja, acarretando sérios prejuízos ao trânsito e à mobilidade urbana. Destacamos, sobre este relacionamento Semob/Cagepa, os chamados “bueiros” de responsabilidade desta última, em boa parte – e em avenidas de muito trânsito – com sérios desníveis, provocativos, pois, de adversidades ao trânsito e consequentemente à mobilidade urbana.

Durante a recente campanha eleitoral Cícero Lucena destacou o cuidado que seu governo dispensará à orla marítima pessoense. E sabe que esta orla não só está ligada, mesmo, à de Cabedelo, mas, também, que especialmente para os turistas não há diferenciação quanto ao que seja de uma ou de outra cidade. (O “pôr do sol” de Jacaré, para os turistas, é uma atração de João Pessoa ou de Cabedelo?!).

Como se percebe, há, entre estas duas cidades (João Pessoa e Cabedelo) uma interdependência, razão pela qual requer ações sintonizadas, cabendo lembrar que em sua divisão/limite territorial, na parte Bessa/Intermares, há uma área onde desembarcaram as tropas holandesas aqui na Paraíba (1634), que, conforme manifestação do professor Antonio Augusto de Almeida (ex-presidente da APAN), ali caberia a instalação de um parque ecológico, caso que, em se tratando de área fronteiriça, a participação, também, do Governo do Estado faz-se bem pertinente. Quer dizer: que seja uma realização conjunta das Prefeituras de João Pessoa e de Cabedelo com o Governo do Estado!

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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