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John Lennon, o ativista da paz, faria 80 anos nesta sexta-feira

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publicado em 09/10/2020 às 09h26
atualizado em 09/10/2020 às 09h48
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Em 1980, Mark David Chapman assassinou o ex-Beatle John Lennon, em Nova York. Lennon foi morto na porta de seu edifício, o lendário Dakota, de frente para o Central Parque. Sua morte consternou o mundo, tanto pela sua grandeza como artista quanto pela formal brutal como ocorreu. Perdíamos ali um artista, um músico, um representante da paz.

“Você pode dizer que sou um sonhador/ Mas eu não sou o único/ Espero que um dia você junte-se a nós/ E o mundo será como um só…” John Winston Lennon, ao longo de sua trajetória, sempre foi contestador, mas, bem mais do que isso, um ativista da paz. Líder dos Beatles, a banda mais popular da história, esse eterno ídolo pop, nasceu em Liverpool, cidade portuária da Inglaterra, em 9 de outubro de 1940. Se vivo estivesse o artista faria 80 anos nesta sexta-feira (09)

A rebeldia de Lennon correu o mundo e era perceptível antes mesmo da adolescência. Abandonado pelos pais — ele foi criado como anglicano por uma tia materna. Embora descrito como um jovem alegre e bem-humorado, ao se referir aos pais disse: “Os pais não são deuses. Porque não vivo com os meus, portanto eu sei”. Após formar a banda The Quarrymen, que tocava músicas espirituosas, e da qual se originou os Beatles, fez este comentário: “Uma parte de mim gostaria de ser aceito por todas as facetas da sociedade, e não ser este poeta, músico lunático e barulhento. Mas não posso ser o que não sou”.

A canção pacifista “Imagine”, que condena entre outros dogmas do mundo capitalista, a religião e a propriedade, se tornou um mantra obrigatório em quase todas as festas globais. John Lennon nunca sairá da memória da humanidade.

Caixa e livros serão lançados hoje mundialmente

Em comemoração à sua vida, uma coleção de algumas das músicas mais indispensáveis de sua carreira solo será lançada nesta sexta-feira pela Capitol/UMe num conjunto apresentado, intitulado GIMME SOME TRUTH. THE ULTIMATE MIXES. A produção executiva é de Yoko Ono Lennon e do filho Sean Ono Lennon. São 36 canções, escolhidas por Yoko e Sean, totalmente remixadas do zero, atualizando radicalmente sua qualidade sonora e apresentando-as como uma experiência definitiva nunca antes ouvida.

De acordo com o Infobae, o autor do assassinato foi preso imediatamente. Chapman ficou no local observando o ocorrido e segurando a arma. Naquela tarde, Lennon havia autografado para seu próprio assassino um exemplar de “Double Fantasy”, seu último álbum.

Lennon era assassinado em New York

Mixada e projetada pelo engenheiro vencedor de inúmeros GRAMMY®, Paul Hicks, que também dirigiu em 2018 as mixagens da universalmente aclamada “Imagine – The Ultimate Collection”, com a ajuda do engenheiro Sam Gannon, que também trabalhou nesse lançamento, as músicas foram completamente remixadas do zero, usando novas transferências das faixas múltiplas originais, limpas com a mais alta qualidade sonora possível. Após semanas de preparação minuciosa, as mixagens e efeitos finais foram concluídos usando apenas equipamentos e efeitos analógicos vintage no Henson Recording Studios, em Los Angeles, e depois foram masterizados em analógico no Abbey Road Studios, por Alex Wharton, a fim de garantir a qualidade de som mais bonita e autêntica possível.

GIMME SOME TRUTH. foi intitulada em homenagem à reprovação de Lennon em 1971 contra os políticos enganadores, hipocrisia e guerra, um sentimento tão relevante como sempre em nossa era pós-verdade de notícias falsas, estará disponível em uma variedade de formatos.

“John era um homem brilhante com um grande senso de humor e compreensão. Ele acreditava em ser verdadeiro e que o poder do povo mudaria o mundo. E isso vai acontecer. Todos nós temos a responsabilidade de visualizar um mundo melhor para nós e nossos filhos. A verdade é o que criamos. Está em nossas mãos”, escreve Yoko Ono Lennon no prefácio do livro de 124 páginas, incluído na Deluxe Edition.

O livro foi projetado e editado por Simon Hilton, o produtor de compilação e gerente de produção da série “Ultimate Collection”. A publicação conta a história de todas as 36 canções nas palavras de John e Yoko e nas palavras daqueles que trabalharam ao lado deles, por meio de entrevistas inéditas, acompanhadas por centenas de fotografias também inéditas, Polaroides, frames de filmes, cartas, folhas com as letras das músicas, caixas de fitas, arte e memorabília dos arquivos de Lennon-Ono.
A capa do álbum apresenta um retrato de perfil em preto e branco raramente visto de John Lennon, tirado no dia em que John devolveu seu MBE. A capa do álbum, os livretos do CD e do LP e as artes tipográficas foram projetados por Jonathan Barnbrook, que criou as capas dos álbuns de David Bowie, “Heathen”, “Reality” e “The Next Day“ e ganhou um prêmio GRAMMY® pelo pacote do álbum “Black Star“, de Bowie.

GIMME SOME TRUTH traça a vida e a carreira pós-Beatles de Lennon, reunindo canções de todos os seus reverenciados álbuns solo, incluindo “John Lennon/Plastic Ono Band” (1970), “Imagine” (1971), “Some Time In New York City” (1972), “Mind Games” (1973), “Walls and Bridges” (1974), “Rock ‘n’ Roll” (1975), “Double Fantasy” (1980) e o póstumo “Milk and Honey”, de 1984. A coleção é encerrada com seus primeiros singles não-álbuns, começando com “Instant Karma! (We All Shine On)”, a exuberante exortação de Lennon sobre as forças cármicas da ação/reação e igualdade (“we all shine on like the moon and the stars and the sun”), a eletrizante e ode ao vício “Cold Turkey”, culminando com o clássico de Natal “Happy Xmas (War Is Over)” e o hino de protesto contra a guerra “Give Peace A Chance”, com seu onipresente apelo à ação: “All we are saying is give peace a chance”.

Sequenciadas em ordem cronológica por álbum em que foram lançadas, as músicas da versão de 36 faixas incluem todos os maiores sucessos de Lennon e mostram seus pensamentos, crenças e convicções sobre tudo, desde a paz (“Imagine”, “Give Peace A Chance”, “Happy Xmas (War Is Over)”, religião (“God”), política (“Power To The People”, “Working Class Hero”), políticos mentirosos (“Gimme Some Truth”), racismo (“Angela”), igualdade (“Woman”), amor e casamento (“Love”, “Oh Yoko !,” “Dear Yoko”, “Mind Games”, “Out The Blue”, “Every Man Has a Woman Who Loves Him”, “Grow Old With Me”), paternidade (“Beautiful Boy (Darling Boy)”), solidão (“Isolation”) e muito mais. Alguns dos muitos outros destaques incluem o sonoramente suntuoso “Jealous Guy” e “#9 Dream”, a mordaz “How Do You Sleep?”, a jovial e despreocupada “Watching The Wheels”, uma divertida gravação ao vivo de “Come Together”, que ele originalmente gravou com os The Beatles, a arrebatadora colaboração de Elton John em “Whatever Gets You Thru The Night” e a jubilosa e amarga “I’m Stepping Out”.

Como todos os projetos de Lennon, cuidado e pensamento intensos foram colocados na realização de GIMME SOME TRUTH e na remixagem dessas canções preciosas. Como Paul Hicks detalha no livreto da Deluxe Edition: “Yoko está muito interessada que, ao fazer a série The Ultimate Mixes, alcancemos três coisas: permanecer fiel e respeitoso com os originais, garantir que o som seja sonoramente mais claro em geral e aumentar a clareza de os vocais de John. `É sobre John´, ela diz. E ela está certa. Sua voz traz o maior impacto emocional para as músicas”. Hicks continua: “A combinação de remixagem de todas as multitracks originais de primeira geração e a finalização em analógico trouxe um novo nível de magia, calor e clareza ao som, junto com um alcance dinâmico mais detalhado. Nós realmente esperamos que vocês gostem”.

Os resultados falam por si e permitem que a voz e as palavras de Lennon brilhem, mais e mais claras, em um momento em que são necessárias, agora mais do que nunca. Quando ouvido em sequência, GIMME SOME TRUTH. THE ULTIMATE MIXES parece um dos maiores shows ao vivo de Lennon, além de ser uma narrativa emocionante de sua história de vida, logo após a separação dos The Beatles, até se apaixonar e se casar com Yoko, seu ativismo pela paz, busca pessoal, inspiração, celebração, confusão, reunião, paternidade, sua pausa de cinco anos da música enquanto criava Sean e seu retorno triunfante nos anos 80, com dois novos álbuns.

Ao longo dessas canções incríveis e atemporais, vivenciamos as muitas facetas de John Lennon: o compositor, o revolucionário, o músico, o marido, o contador de verdades, o pai, o provocador, o ativista pela paz, o artista, o ícone.

SOBRE JOHN LENNON

John Lennon é, sem dúvida, o maior compositor de sua geração. Lennon ganhou sete GRAMMY® Awards, além de dois Lifetime Achievement Awards e dois BRIT Awards for Outstanding Contribution to Music (Excepcional Contribuição à Música). Ele foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame e Songwriters Hall of Fame e tem uma estrela na Calçada da Fama. Em 2008, a Rolling Stone classificou Lennon no Top 5 da lista dos “100 Maiores Cantores de Todos os Tempos” da revista.

Kubitschek Pinheiro – MaisPB com assessoria da Universal Music

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