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EMPRÉSTIMOS

Eduardo destaca R$ 3 bi a pequenos negócios

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publicado em 25/04/2020 ás 10h32

O deputado estadual e presidente da Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Eduardo Carneiro (PRTB), destacou a liberação anunciada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de até R$ 3 bilhões para socorrer pequenos empreendedores, informais e cooperativas do Nordeste. A linha de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) servirá para o enfrentamento dos prejuízos causados pela pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o CMN, o objetivo da medida é garantir capital de giro e recursos com o mínimo de juros e prazos longos. As linhas de crédito já estão disponíveis no Banco do Nordeste e possuem juros de apenas 2,5% ao ano, com aportes que chegam a R$ 200 mil, como explica o superintendente.

“Essa é uma medida importante do Governo Federal para socorrer os empreendedores nordestinos. Aqui na Paraíba ainda aguardamos mais informações por parte do Governo do Estado sobre a execução de um plano de retomada da economia. Na Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico temos discutido esse tema com o setor produtivo que já passa por dificuldades”, destacou Eduardo Carneiro.

O CMN informou que a princípio existem dois módulos de financiamento. São eles: o Capital de Giro Isolado, que disponibiliza até R$ 100 mil por beneficiário, podendo ser pago em 24 parcelas com carência máxima até 31 de dezembro. E Investimento, que inclui a parte de Capital de Giro Associado, com até R$ 200 mil por beneficiário e também carência até 31 de dezembro. Os encargos financeiros totais, com a taxa efetiva de juros, são de 2,5% ao ano.

Também foram disponibilizadas linhas de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), no total de R$ 2 bilhões, e do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), de até R$ 1 bilhão. O recurso poderá ser utilizado em despesas de custeio, manutenção e formatação de estoques, além de pagamento de funcionários, contribuições e despesas diversas com risco de não serem honradas por conta da redução ou paralisação das atividades produtivas. A expectativa do Governo Federal é de que sejam contratadas cerca de 85 mil operações e o custo para o Tesouro está projetado em mais de R$ 439 milhões.

Segundo o Conselho Monetário Nacional, o novo auxílio que o Governo Federal disponibiliza visa a continuidade dos pequenos negócios e a diminuição dos impactos na economia da região, preservando a atividade produtiva dos beneficiados, que podem ser tanto pessoas físicas quanto jurídicas. A ideia da liberação dos recursos extraordinários destinados ao maior número possível de beneficiários é de não só recuperar atividades produtivas como também para preservar empregos.

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