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Atacante vira Uber após calote de time paraibano

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publicado em 06/03/2020 às 18h24
atualizado em 06/03/2020 às 15h26
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Deu no UOL. Revelado pelo Botafogo carioca, o atacante Octávio Merlo tomou um calote da Perilima de Campina Grande, clube o qual defendeu em 2019. Ele teve que virar motorista de Uber por alguns meses para manter vivo o sonho de seguir jogando profissionalmente.

Sem receber e sem poder entrar em campo, já que o time paraibano não tinha calendário no segundo semestre, Octávio contou ao UOL que tentou um acordo, mas não conseguiu a liberação. A solução foi recorrer à Justiça. O processo, no entanto, se arrastou e fez com que o jogador tivesse que se virar para fazer dinheiro. A alternativa encontrada foi virar Uber.

“Deixava minha esposa no trabalho dela às 9h e rodava até às 18h. Fiquei uns três meses, aí tive que intensificar os treinamentos porque estava para sair minha liberação. Mas o período no Uber foi resenha pura. Engraçado era quando botafoguense entrava no carro. Eles ficavam me olhando, eu olhava pelo retrovisor. Aí eles perguntavam se eu não era o Octávio que tinha jogado no clube. Tinha que contar toda minha história lá. Mas me amarrava. Contar e escutar as histórias dos outros também”, conta.

A sonhada vitória na Justiça demorou a acontecer. Tardou, mas não falhou. Livre para fechar com um novo clube, Octávio recebeu proposta para deixar novamente o Brasil — já havia defendido a Fiorentina, da Itália, e o Beerschot Wilrijk, da Bélgica. Não pensou duas vezes em fechar com o Beroe, da Bulgária, onde tenta o recomeço da carreira.

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