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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

O Consórcio Nordeste

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publicado em 31/07/2019 às 11h55

O Consórcio Nordeste, pacto de cooperação entre os nove estados desta região em setores como desenvolvimento social, econômico e ambiental, é, sem dúvida, muito oportuno neste tempo em que praticamente não mais se fala da SUDENE. Pena que esse Consórcio Nordeste instale-se parecendo ser uma represália ao governo Bolsonaro diante das “caneladas” que o presidente tem dado, especialmente aquela(aquela, porque já existe uma outra mais recente) que denominou todos os nordestinos de “paraíba”.

Dizemos, sim, ser uma pena que tão proativa atitude dos governadores do Nordeste pareça uma represália ao Governo Central, mas, de outra parte, aliamo-nos aos que a encaram como um oportuno “grito de independência” que faz lembrar canções como a de Bráulio Tavares/Ivanildo Vilanova, que poetizaram “Nordeste Independente”com a seguinte advertência: – “Já que existe no sul esse preconceito/ Que o Nordeste é ruim, seco e ingrato/ Já que existe a separação de fato/ É preciso torna-la de direito”.

Também faz lembrar Luiz Gonzaga cantando “Vozes da seca” e advertindo a nós mesmos e ao Brasil, assim: – “Seu doutô, os nordestinos tem muita gratidão/ Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão/ Mas, doutô, uma esmola a um homem que é são/ Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.

Óbvio que nem os governadores nem o povo nordestinos queremos separação da República. Juntos podemos ser mais desenvolvidos. Porém, cabe que cada governador nordestino aplique, no âmbito de seu respectivo estado, nas relações institucionais com os municípios, o mesmo que em carta aberta disseram ao presidente: – “Independentemente de nossas normais diferenças políticas, os governos mantenham diálogos e convergências, a fim de que as metas administrativas sejam concretizadas, visando sempre melhorar a vida da população”.

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