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ECONOMIA

Brasil reduz miséria, mas desigualdade continua

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publicado em 27/10/2013 ás 12h42

O Brasil alcançou as maiores economias do mundo e conseguiu reduzir consideravelmente o desemprego, segundo um estudo realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). No entanto o esforço feito para reduzir a desigualdade ainda tem um longo caminho pela frente.

De acordo com o relatório, de 184 páginas, a população em estado de pobreza absoluta (ganha menos de US$ 2 ao dia) caiu de 29,22% em 1995 para 5,9% em 2012, cerca de seis vezes. A maior queda aconteceu a partir de meados dos anos 2000 (veja tabela abaixo).

A desigualdade, medida pelo índice Gini, também caiu nesse período, mas o Brasil ainda está em antepenúltimo lugar entre 69 países. Segundo a OCDE, no ritmo atual, serão necessários pelo menos 20 anos para que o País atinja os níveis registrados nos Estados Unidos, que é uma das economias mais desiguais da organização.

Emprego

Na última década, mais de 40 milhões de brasileiros chegaram à classe média. Isso representa um em cada cinco brasileiros. Um dos fatores para esse re

sultado positivo é o emprego.

Cerca de sete em cada dez brasileiros em idade de trabalho estão empregados e mais vagas estão sendo criadas. A taxa de desemprego está em 5,4%, um nível historicamente baixo.

Por outro lado, os jovens têm três vezes mais riscos de ficarem desempregados no País do que um adulto. A OCDE sugere que o Brasil crie condições mais favoráveis para que os empregadores contratem e invistam nos jovens e que se assegure de que todos os jovens saiam da escola com as competências exigidas no mercado de trabalho.

Educação

O gargalo para melhorar a empregabilidade dos jovens é a educação. O nível de instrução vem crescendo no Brasil, mas o alto número de abandonos escolares aumenta a desigualdade e deixa o capital humano abaixo dos padrões da OCDE.

Segundo a organização, 55% das crianças brasileiras de quatro anos se encontram matriculadas em programas de educação da primeira infância, mas a média da OCDE é de 79%.

Em 2010, o Brasil investiu 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, abaixo da média de 6,3% dos países da organização, apesar de ter uma proporção de jovens dentro na população acima da maioria dos países do grupo.

R7

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