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ERRO

Prova com palavrão é aplicada para alunos do 4º ano no Acre

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publicado em 29/10/2013 ás 13h39

Uma prova de língua portuguesa com utilização de palavra obscena foi aplicada em uma escola de ensino fundamental no Acre e causou polêmica entre pais de alunos. Na prova, a palavra "pica" (termo chulo para órgão sexual masculino) foi usada no lugar da fala original da personagem Magali em uma tirinha alterada da Turma da Mônica.

O texto original é o seguinte:

– Cebolinha: "Eu quelo um saco de pipoca"

– Pipoqueiro: "E a garotinha?"

– Magali: "O que sobrar!"

A prova foi aplicada no dia 7 de outubro aos alunos do 4º ano do ensino fundamental da Escola Luiza Batista de Souza, mas os pais dos alunos tiveram acesso ao conteúdo do exame na última sexta-feira (25) durante uma reunião escolar. Eles se dizem constrangidos com o acontecimento.

A denúncia foi levada a público pela economista Efigênia Ferreira, 36, mãe do aluno Pedro Vinícius, 9 anos, que diz ter ficado espantada quando teve acesso a prova do filho. Segundo ela, ao questionar o conteúdo, a professora informou que o exame foi avaliado e aprovado pela coordenação da escola.

"Durante reunião escolar eu conversei com a professora e ela informou que não havia maldade na expressão para as crianças, que a maldade era vista somente pelos adultos. Ela falou também que o exame foi avaliado e aprovado pela coordenação da escola", disse.

A mãe ressalta que o filho chegou a comentar que, durante a avaliação, as crianças falaram para a professora que havia imoralidade escrita na prova.

"Eu e outros pais ficamos constrangidos com a situação. Quando cheguei em casa analisei a prova novamente para entender se encontraria algo positivo naquela questão, mas não consegui ter a mesma visão da professora", ressaltou.

Erro na revisão da prova
A professora responsável pela prova, Francisca Ermina, disse que o erro pode ter acontecido durante a revisão da prova feita pela coordenação da escola. Ela, que trabalha há 25 anos como professora, diz nunca ter passado por isso anteriormente.

"No rascunho era outra expressão, a funcionária que elabora a prova puxou a tirinha da internet e não deve ter percebido que ela estava com a expressão errada. Quando a gente recebeu a prova, vi a expressão e não achei maldade nenhuma", contou.

A equipe de coordenação da escola foi convidada a se apresentar à Secretaria de Estado de Educação nesta terça-feira (29) para prestar esclarecimentos sobre o fato. O UOL entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação e aguarda retorno.


UOL 

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