João Pessoa, 18 de dezembro de 2013 | --ºC / --ºC
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A coluna Painel, da Folha de São Paulo, revela nesta quarta-feira (18) a participação decisiva do paraibano Aguinaldo Ribeiro, ministro das Cidades, na decisão do Governo Federal em manter a obrigatoriedade para que os carros fabricados e comercializados no Brasil tenham como item se série airbergs e freios ABS. De acordo com a coluna, a articulação e pressão do paraibano fizeram com que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, desistisse de propor o adiamento da obrigação.
Além de se reunir com os fabricantes e trabalhadores de veículos, Aguinaldo ameaçou lançar uma nota pública contra a proposta de Guido. No início da semana, Mantega especulou a possibilidade de propor o adiamento da obrigação aos fabricantes para evitar a elevação nos preços dos veículos e demissões por causa de modelos que não conseguiram se adequar.
“O ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) agiu para que fosse mantida a exigência de que 100% dos carros novos tenham freio ABS e airbag frontal duplo a partir de 2014. Ele convenceu Dilma a manter a norma e discutiu o assunto com a Anfavea e o Sindipeças. Ribeiro teve uma conversa dura com Luiz Moan, da Anfavea, na sexta-feira passada. Chamou a pressão do setor para adiar a exigência de "indevida" e disse que o governo não voltaria atrás. Ele chegou a cogitar soltar uma nota pública contrapondo Guido Mantega (Fazenda), que defendeu o adiamento, mas desistiu”, revela a coluna.
O governo estudará a criação de uma exceção para os veículos do tipo Kombi, que não tem similar no mercado e será extinta com a introdução dos novos itens. A Fiat pediu que os veículos do modelo Mille também fossem isentos da exigência, mas não houve concordância das outras empresas porque o modelo tem similares produzidos por outras montadoras no país. Com a introdução dos airbags e do freio ABS, o veículo terá a fabricação extinta no próximo ano.
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