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Contação de histórias estimula bebês

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publicado em 03/03/2018 ás 12h00
atualizado em 04/03/2018 ás 11h56
(Foto: Caroline Queiroz/MaisPB)

Os olhinhos curiosos acompanham quem conta a história. Cada som, cada brinquedo, cada voz são seguidos com a rapidez de quem está aprendendo a conhecer o mundo. Crianças de cinco a doze meses participam de um projeto na creche Renato Lucena Nóbrega, João Pessoa: a contação de história no berçário I.

O projeto é da professora Kiaria Cavalcante, e foi vencedor do Prêmio Professores do Brasil na etapa estadual – uma iniciativa do Ministério da Educação, que busca valorizar o trabalho de professores de escolas públicas que criam processos de ensino e aprendizagem para serem desenvolvidos em salas de aula.

“A contação de história é comum, mas geralmente é longa. Eu adaptei para que fosse mais curta, e as crianças se envolvessem”, explica Kiaria.

A adaptação de Kiaria consiste em narrar as historinhas curtas e trazer movimento. Bebês de seis meses concentram toda a atenção aos bonecos, aos fantoches, às músicas cantadas, às folhas de papel lançadas. Enquanto conta a história, a professora ilustra o enredo e incentiva a interação entre os pequenos.

O resultado a longo prazo vale o esforço de tentar chamar a atenção de mais de vinte crianças de uma só vez. A pedagoga afirma que o método ajuda as crianças a se adaptarem a estar longe dos pais, e acelera o processo de desenvolver a fala.

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Kiara, professora da turma de berçário. (Foto: Caroline Queiroz/ MaisPB)

“Com o tempo você vê o desenvolvimento. A turminha do ano passado já fala tudo, e a maioria quando começou a falar o primeiro nome que falou foi o meu”, conta, orgulhosa.

A inscrição do projeto de Kiaria foi feito às pressas após o estímulo da diretora. A insistência valeu a pena, já que a ‘contação de histórias’ ficou em primeiro lugar entre os projetos da Paraíba. “A gente não pode ter medo, tem que arriscar, somos todos capazes”, conta a gestora da creche, Merciana Faustino.

‘Vivenciando os Direitos Humanos numa perspectiva lúdica e prazerosa’

Tratando de direitos humanos de forma leve e didática, o grupo formado por Andréa Almeida, Mary Glaucia, Maria de Lourdes e Rosinete Azevedo desenvolveram outro projeto que teve destaque, e foi enviado de Campina Grande.

A turma maternal da creche Amenaide Santos trabalha questões como identidade, família e autonomia de forma lúdica. Desde a merendeira, professores, e porteiros fazem parte do projeto e contribuem para a rotina de conscientização das crianças, que aprendem sobre si e seu papel na sociedade.

“A educação infantil é feita também por brincadeiras. Trabalhamos em rodas de conversas, contamos histórias relacionados com o tema”, explica a coordenadora Rosinete Azevedo.

Veja fotos:

Caroline Queiroz – MaisPB