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ALHANDRA

Prefeito revela que oposição barra R$ 10 milhões para obras

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publicado em 07/04/2014 ás 10h01

O prefeito de Alhandra, Marcelo Rodrigues, disse na manhã desta segunda-feira, em entrevista à 98 FM, que é inocente das acusações de fraude em licitações. Quinta-feira passada, 63 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversas prefeituras paraibanas (inclusive Alhandra), 15 empresas de construção civil, escritórios de contabilidade e residências de suspeitos de envolvimento em um esquema de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. O esquema teria desviado mais de R$ 200 milhões.

A Operação ‘Papel Timbrado’ foi uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em parceria com o MPF, CGU, TCE, TCU, Polícia Civil, PM e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Conforme Marcelo Rodrigues, se houve irregularidades elas pertencem a gestões anteriores.

O prefeito de Alhandra reclamou, ainda, que a Câmara dos Vereadores inviabiliza a execução de projetos da Prefeitura. Marcelo Rodrigues disse que há R$ 10 milhões em caixa, mas a oposição obstacula a aprovação de projetos.

Papel Timbrado

A operação – que envolveu 22 promotores de Justiça, 16 servidores da CGU, um do TCU, 21 do TCE, 74 policiais militares e 81 policiais civis – faz parte de uma investigação que envolve uma série de crimes, como frustração do caráter competitivo de licitações; lavagem ou ocultação de ativos financeiros; falsidade ideológica e participação em organização criminosa.

O esquema envolve 53 empresas do ramo da construção civil (muitas delas são ‘fantasmas’) para obtenção de documentos falsificados para participação de licitações. A fraude seria de R$ 200 milhões. Levantamentos realizados pelo Gaeco também demonstram que, em três anos (de 2011 a 2013), as 15 empresas mais utilizadas integrantes da organização criminosa foram beneficiadas com contratos cujos valores ultrapassaram R$ 60 milhões e com pagamentos já realizados que superaram R$ 45 milhões, conforme dados obtidos junto ao TCE-PB.

Equipes de fiscalização da CGU visitaram obras que estariam sendo realizadas pelas empresas investigadas em seis municípios paraibanos e constataram indícios de que as obras são executadas pelas próprias prefeituras. Os gestores usariam as empresas fantasmas para desvio das verbas.

Jãmarrí Nogueira

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