João Pessoa, 11 de abril de 2014 | --ºC / --ºC
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Uma Organização Não Governamental (ONG) foi colocada a venda na internet, em um site de classificado eletrônico.
O anúncio está escrito da seguinte forma: “Atenção! Empresários, políticos e investidores. Rara oportunidade. Vendo empresa antiga, totalmente legalizada e com tudo em ordem. Uma ONG com cerca de dez anos, uma oportunidade única no mercado. Valor: um milhão de dólar”.
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Em uma investigação do repórter Écliton Monteiro, para o Correio Debate, da 98 FM, se chegou até um homem que se disse ser o presidente da ONG ‘Projeto Amigo da Alegria’. Ele negocia a instituição e fala como é fácil conseguir dinheiro através dela. O negcoiante afirma que a ONG está totalmente legalizada, com nome patenteado e com título de menção honrosa concedido por uma Assembleia Legislativa.
“O valor que a gente está pedindo é um milhão de dólar. O senhor querendo ver a documentação, entra, olha analisa e se quiser pagar a proposta”, disse o homem alegando que o preço cobrado não seria muito caro diante da possibilidade de lucro.
“Ela tem um leque incrível para arrecadação. Caindo na mão de uma pessoa influente e de um político influente ele consegue recursos no estado, no município, no Governo Federal em várias áreas”, confessou.
O homem explicou que a ONG foi fundada no Estado do Ceará e tem abrangência em Fortaleza (CE), Recife (PE), Caruaru (PE), Salvador (BA) e Mossoró (RN).
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A Receita Federal confirmou que a ONG está ativa. No entanto, o Ministério Público da Paraíba afirma que vender organização do tipo é ilegal.
“A Constituição Federal estabelece que essas entidades, ou associação e fundação, elas gerenciam patrimônio social. Então qualquer negociação envolvendo essas entidades é ilegal. Então a notícia reportada pela internet é uma atividade ilícita e ilegal”, disse o curador da Promotoria de Fundações na Paraíba, Alexandre Jorge.
De acordo com Alexandre Jorge, quem tenta cometer o ato irregular na venda do que não pode ser negociável pode está cometendo a pena de “estelionato” e pode pegar até cinco anos de prisão.
ESCUTE O ÁUDIO DA MATÉRIA DE ÉCLITON MONTEIRO NO CORREIO DEBATE
Roberto Targino – MaisPB
Âmbito da 'Território Livre' - 24/04/2026