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COPA DO MUNDO

Mercado paralelo vende ingressos a partir de R$ 3,6 mil

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publicado em 02/05/2014 ás 07h03

 A Lei Geral da Copa, sancionada em 2012 para definir as regras do Mundial, proíbe a negociação de entradas fora do site oficial da Fifa. Mais: o Estatuto do Torcedor considera a revenda de ingressos por um valor superior ao da bilheteria crime passível de até dois anos de prisão. No Brasil. Além das fronteiras, e virtualmente, o comércio de ingressos corre solto, especialmente nos sites que fazem a ponte entre quem quer vender ou revender e quem quer comprar. Um modelo de negócio que cresceu espetacularmente nos últimos anos e matou o cambista tradicional de bilheteria e arredores de estádio e concertos em geral.

Um deles é o Viagogo, um dos maiores marketplaces de ingressos do mundo, com operações em cerca de 50 países. Nas pesquisas realizadas na noite desta terça-feira e manhã desta quarta-feira, eram oferecidos no site mais de 300 ingressos para a jogo de abertura da Copa, entre Brasil e Croácia, no Itaquerão. Os preços para as categorias 1, 2 e 3 variam de US$ 1.600 (R$ 3.600 reais) a US$ 12.600 (R$ 28.000) cada ingresso, não incluídos a entrega, inclusive no Brasil, e os impostos locais, no caso os dos Estados Unidos.

Há ingressos para todos os jogos do Brasil na primeira da fase da Copa (Croácia, Camarões e México), todos esgotados no site da Fifa. Os preços para a partida contra Camarões são oferecidos a partir de US$ 400 (R$ 900 reais), também sem as taxas. Para a final do Maracanã, os preços variam de US$ 5.240 (R$ 12.000) a US$ 40.380 (R$ 90.500), sem taxas. Em muitos casos, são ofertados no mínimo dois ingressos.

A revenda através desses sites não é autorizada pela Fifa, que tem tentado barrar a operação, sem sucesso na maioria das vezes. No caso de acesso em território brasileiro do site Viagogo, por exemplo, aparece, na maioria das vezes, o endereço em português, que não oferece nenhum ingresso para a Copa. Testamos, no entanto, forçar o endereço .com no browser, limpando cookies, e a página do site dos Estados Unidos entrou normalmente.

Como a Fifa vende o ingresso identificado com nome e documento do comprador, a Viagogo alerta que o nome de quem compra no mercado paralelo pode não aparecer no bilhete (com certeza não irá aparecer), mas o bilhete será válido para a entrada”. Sites similares como Stub Hub, SeatGeek, Iguana e Ticket Network também oferecem ingressos para todas as partidas da Copa. Claro que há sempre o risco dos ingressos serem falsos, mas os sites garantem a segurança da operação, embora ressaltem que são meros intermediários. O usuário, tanto quem vende, como quem compra, deve ser registrado. Um bom termômetro para entender os serviços e credibilidade de sites do gênero é o Trust Pilot, da Inglaterra, que abriga avaliações dos usuários sobre serviços virtuais.

A Fifa promete, no entanto, conferir a identidade do detentor do ingresso nos estádios e barrar a entrada. Não o fez durante a Copa das Confederações no Brasil, no ano passado, e nem nas duas últimas copas, a da África do Sul (2010) e da Alemanha (2006). Durante a Copa da Alemanha, inclusive, cambistas circulavam livremente pelos hotéis e arredores dos estádios, vendendo inclusive ingressos com a identificação de confederações de futebol de vários países.

Procurada por este blogueiro, a agência Match não quis comentar o tema. Limitou-se a dizer que era apenas o provedor de serviço operacional e recomendou procurar a Fifa, “que está no comando da operação.” A Fifa, por sua vez, não respondeu até o momento a demanda.

Chilenos procuram mais ingressos

O Viagogo, também agente de revenda para clubes como Chelsea, Manchester City, Bayern de Munique e Paris St.-Germain, e do Aberto da França e artistas como Madonna, divulgou no dia 23 de abril que 58% de todas as pesquisas de ingressos da Copa do Mundo no site se originaram na América Latina. Os
10 países campeões de busca por ingressos para os jogos: Chile, Estados Unidos, Argentina, Austrália, França, Alemanha, Holanda, Japão, México e Peru.

Terra

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