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FISCALIZAÇÃO

Suspeita de vaca louca na JBS-Friboi é caso isolado, diz governo

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publicado em 02/05/2014 ás 09h29

 O animal comprado pela JBS-Friboi suspeito de ter contraído a doença da vaca louca é um caso isolado e não representa risco à saúde pública, informou o Ministério da Agricultura nesta quinta-feira (1º).

A conclusão decorre de uma inspeção feita em 4 mil animais de 11 propriedades que tinham alguma relação com o local de origem da vaca doente, em Mato Grosso.

Desse total, 49 bovinos foram sacrificados por terem nascido um ano antes ou um ano depois do animal suspeito. Os resultados dos testes de laboratório com amostras dos cérebros desses animais resultaram negativos para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), nome da doença da vaca louca.

"Isso demonstra de forma inequívoca que o animal identificado é um caso isolado e não representa risco algum para a sanidade animal e à saúde pública", informou a pasta, em nota.

Governo ainda espera resultado definitivo sobre suspeita

O animal doente foi identificado em março deste ano. Tratava-se de uma vaca de 12 anos adquirida pela JBS de um pequeno produtor matogrossense. Durante a fiscalização prévia, ela foi encontrada caída em meio ao rebanho e, por esse motivo, o bovino foi sacrificado. Suas partes não chegaram ao consumidor final.

Os testes feitos por um laboratório em amostras do cérebro do animal indicaram existência de marcação priônica, um sintoma da doença da vaca louca. O material foi então enviado para o laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) localizado na Inglaterra. O resultado é esperado para esta semana.

Na nota enviada nesta quinta-feira (1º), o governo minimiza o impacto de uma possível confirmação do caso, o segundo desde 2012.

"Um eventual registro da enfermidade não configura risco sanitário, visto que as medidas de mitigação de risco atuais são suficientes" para evitar a propagação da doença, diz o texto.

Suspeita causa apreensão no exterior

A suspeita de ocorrência de um caso de vaca louca no Brasil causou apreensão na União Europeia (UE), que em 2013 foi o terceiro maior comprador da carne brasileira no exterior, com 13% do volume exportado.

Na quarta-feira (30), o bloco cobrou agilidade do País para esclarecer o caso e também pediu mais precisão na determinação da idade do animal. Em geral, o gado é abatido com três anos, mas é comum que vacas mais idosas também sejam usados na alimentação.

Em nota ao iG, a UE indicou que poderia mudar as regras de importação para a carne brasileira se houvesse alguma recomendação da OIE em razão do caso suspeito.

Assim como o governo, a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) também busca tranquilizar o mercado sobre uma possível confirmação.

“Temos risco zero de epidemia e esse caso está totalmente enquadrado nas regras vigentes”, afirmou Antônio Jorge Camardelli, presidente da Abiec. “Considerando as regras internacionais, não há quadro que legitime qualquer sanção. Não houve nenhum risco para a cadeia alimentar.”

Em comunicado ao mercado, o presidente da JBS-Mercosul, Miguel Gularte, também descarta risco de a suspeita prejudicar as exportações ou o consumo de carne pelo mercado interno.

IG

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