João Pessoa, 11 de dezembro de 2017 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora

Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

O significado das mudanças

Comentários:
publicado em 29/06/2011 às 07h56

Já disse noutras oportunidades neste mesmo espaço e a decisão do governador de mexer mais uma vez na equipe referenda o registro feito recentemente. Ricardo não tem medo de fazer alterações no corpo de auxiliares, seja em qual tempo for e independente das conseqüências ou melindres na relação com aliados.

Das modificações promovidas até aqui, esta última se apresenta como a mais substancial e necessária. De uma só tacada, Ricardo começa a resolver dois dilemas enfrentados pelo Governo na sua articulação política: no Palácio e na Assembléia.

O remanejamento do deputado Lindolfo Pires da liderança para a Casa Civil foi emblemático. O cargo realmente necessitava de um viés mais pragmático e de alguém com “sensibilidade” política. Ninguém melhor do que um próprio político, tarimbado no assunto e aliado de primeira hora, feito o filho de Homero e Fátima Pires.

Ao mesmo tempo, Ricardo deflagra relação mais arejada com os parceiros da Assembléia. Apesar do esforço, Lindolfo tinha dificuldade de relacionamento com alguns deputados e especialmente com o presidente da Casa, Ricardo Marcelo. A operação atingiu a proeza de ser boa pro Governo, pra Lindolfo e pra base governista.

Com as mudanças, o governador demarca um sinal temporal do começo, de fato, de uma nova fase da gestão, focada nos resultados administrativos, mas sem perder de vista a construção de uma convivência mais amistosa com os atores políticos.

Talibã –
Se a base governista não tinha nenhum deputado extremista pra fazer frente aos homens-bomba da Oposição, chegou Adriano Galdino (PSB).

Contrariado –
Assim que tomou conhecimento da nomeação de Lindolfo, o rival Zé Aldemir (DEM) disparou: “Não vou despachar na Casa Civil nem tão cedo”.

A missão de Lindolfo no Governo –
Em contato com a coluna, o deputado Lindolfo Pires (DEM) interpretou sua ida para a Casa Civil como um gesto do Governo para com a classe política. “Ricardo mostrou que quer dá esse caráter à pasta. Ele me deu a missão de fazer o intercâmbio do Governo coma classe política e a sociedade”. De “problema”, Pires virou solução.

Histórico do convite –
No domingo à noite, em Sousa, Lindolfo recebeu telefonema do governador, convidando-o para uma conversa pessoal em João Pessoa. Pires viaja. Na Capital, após o programa radiofônico do governador, os dois almoçam juntos no Palácio.

Prato principal no Palácio – Durante o almoço, que incluiu o secretário de Comunicação, Nonato Bandeira, Ricardo fez o convite oficial. O deputado não titubeou e aceitou de pronto a convocação, acrescentando que via no convite o gesto de estreitamento com a classe política.

Palpitações –
Surpreendeu o remanejamento de Gilberto Carneiro. A combinação arritmia, cirurgia e Procuradoria até rimou, mas pareceu verso de improviso.

Falta confirmar –
O deputado Hervázio Bezerra (PSDB) jura não ter sido convidado para a liderança do Governo, conforme previsão da coluna do último dia 18.

Elevador –
No começo da noite de ontem, Hervázio freqüentou estratégico andar do Centro Administrativo ao lado do prefeito de Manaíra.

Sem ambiente –
Dificilmente a arquiteta Rossana Honorato volta. O estilo dela gerou muitas zonas de conflito na relação com servidores efetivos da Sudema.

Pode vir quente… –
“A Oposição está estadualizando a eleição. Nós achamos ótimo. Vamos topar o desafio”. Do secretário de Comunicação, Nonato Bandeira.

Saída… –
O líder da Oposição, André Gadelha (PMDB), não perdoa. “Lindolfo saiu da liderança porque não soube liderar e sempre perdeu os embates”.

…De honra –
E mais: “Botaram na Casa Civil para ele não ficar chateado. Não acredito que ele demore muito lá”, disparou o primo de Lindolfo.

Mágoa –
À coluna, o ex-prefeito Chico Franca reclamou de “ingratidão” do vereador Geraldo Amorim. “Minha mágoa maior é com o esquecimento”.

Acordão –
Numa só manhã, a paz no PSL acabou a guerra entre os deputados Aníbal e Tião Gomes e reacendeu as esperanças do suplente Mikika Leitão.

Pra quem perguntou –
O que une o senador Cícero Lucena, Tasso Jereissati e o empresário Aldenor Holanda é construção de um shopping center em João pessoa.

PINGO QUENTE – “Armando já deu sinais de que a gestão está no caminho certo”. Do ex-deputado Dunga Júnior (PTB) escolhendo sinônimos para dizer que Armando Abílio caminha contando as horas pra entrar no Palácio.

 

Leia Também