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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Por que Joaquim Barbosa?!…

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publicado em 06/03/2014 às 13h56
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Pela segunda vez, neste espaço de um ano, o nome do ministro/presidente do STF, Joaquim Barbosa, foi incluído como uma possibilidade de candidatura à Presidência da República em consulta feita por um dos nossos institutos de pesquisa de opinião pública. Prendem nossa atenção tanto a iniciativa do instituto com essa inclusão quanto o resultado das manifestações da população sobre o nome indicado!

Pessoalmente somos contrários à candidatura a cargos como os de presidente da República, governador de Estado ou prefeito de qualquer cidade sem que o candidato apresente uma experiência anterior que dê base à pretendida nova função. Aliás, somos dos que pensam que a norma político-eleitoral tivesse que contemplar uma antecedência tipo ter sido vereador para candidatar-se a deputado estadual ou a prefeito; ter a experiência de deputado estadual e de prefeito para candidatar-se a governador; contar com a experiência de governador e de um mandato no Congresso Nacional para poder pleitear a Presidência da República. Em outras palavras, somos daqueles que não concordam que, no legislativo, consiga-se ser senador sem ter sido deputado federal ou se investir como deputado federal sem se ter vivenciado um mandato estadual. Este pensar, porém, sabemos não o ser de muitos brasileiros, tendo em vista que, se anteriormente prevalecente como norma, não teria possibilitado nem Lula nem Dilma investirem-se como presidente da República… e nem o respeitado empresário Antonio Ermírio de Morais como candidato a governador de São Paulo.

Mas, nosso foco, nestes escritos, é refletir sobre o porquê da população, conforme pesquisa realizada e em significativa parcela, lembrar-se (como um desejar) do nome do ministro Joaquim Barbosa para presidente da República do Brasil, imaginando-se-o como “o salvador da pátria”!

Está evidente que a razão dessa lembrança e desse querer decorre da pouca ou quase nenhuma credibilidade que a classe política em sua plenitude transmite para a sociedade brasileira (há raras exceções, por óbvio). Vários dos nossos próprios representantes legislativos asseveram que a reforma política (desejável) não tem possibilidade de efetivar-se porque estes mesmos legisladores não votam a favor de normas e critérios que dificultem seus retornos aos mandatos políticos!

Nessa brecha e/ou falta de credibilidade política, decolam nomes como, agora, o de Joaquim Barbosa, assim como, perto dos anos 90, surgiu o de Antonio Ermírio de Morais, este efetivamente acolhido por um dos partidos políticos para candidatar-se a governador de São Paulo, em cuja pretensão não obteve êxito, porquanto naquela eleição saiu-se vencedor o (então) político tradicional Orestes Quércia.

Um aprofundamento reflexivo sobre esta questão precisa ser feito por toda a classe política. Ela mesma, especificamente sobre o nome de Joaquim Barbosa para a Presidência da República, pode concluir que ele não tem a experiência política adequada para, na necessária conciliação de tantos e tantos interesses partidários que infelizmente se sobrepõem aos interesses do povo, fazer valer – como explicitado no preâmbulo de nossa Carta Magna – “um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social”.

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