João Pessoa, 30 de agosto de 2025 | --ºC / --ºC Dólar - Euro
Andei lendo os textos de Paulo Leminski (foto)– eu já sabia que ele é um poeta maior, mas a prosa me impressionou – “Eu mando, você obedece”, “Corpo não mente”.
Vamos começar por aqui – “integrar mente e corpo é voltar ao paraíso que só conseguimos experimentar em momentos privilegiados.” – vamos pensar que essa frase tem endereço certo, mas a vida é dura, como disse Drummond, e outras vezes, ela ridiculariza da gente ou é a gente que procura e acha, mas “se tu não quer
tem quem queira”
Sinto uma dignidade e um esplendor quando estou sozinho, e quando isso acontece, vejo que o silêncio produz em mim efeitos estupendos.
No começo da semana tive uma tristeza imensa – liguei para minha irmã – era o aniversário dela, 81 anos, e ela não reconheceu minha voz – só quando meu outro irmão, que havia atendido o telefone, falou – “É Kubitschek, mulher…”
Um soco no estomago. Somos todos vulneráveis, brancos e pretos, escravos e patrões, nobres e servos, empresários e subordinados, ricos, políticos, pobres e filhos da puta.
Para Leminski nada distingue mais o homem dos animais do que a divisão de trabalho, nossa grande força e também a fonte de nossas fraquezas.
Isso dele dizer fraquezas, é mais que uma proficia.
Eu não sei mais escrever, talvez por isso, invento textos depois que leio bons escritores. Se eu soubesse escrever como Paulo Leminski, eu já teria matado todos os mil anos-luz de vazio que rondam a vida da gente, a fábrica de monstros e demônios, duendes e neuroses, mas nós que não somos apenas vozes.
Nada de proclamar o “muito pouco”, quando muito, é muito pouco, e nunca estamos satisfeitos, queremos mais, não o que fazemos ou produzimos, mais do que desejamos – muito mais.
Já não sou bombástico, mas Leminski tem razão: chega de palestras, bobeiras, se quem de nós chega perto sequer de Guimarães Rosa?
Isso é um disparate? Aliás, mil disparates.
Muitos gritos dessem da boca para o estômago, numa velocidade traiçoeira.
Tomara que…nada
Kapetadas
1 – Todos tem suas religiões e deuses não param de cessar, independente da sua crença e seu crédulo.
2 – Ainda escuto o eco, tragam de volta o Francisco
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BOLETIM DA REDAÇÃO - 27/08/2025