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DINHEIRO NA MEIA

Ex-deputado confessa que recebeu propina mais de uma vez

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publicado em 16/05/2012 às 08h44
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Dois anos e meio após aparecer escondendo dinheiro supostamente de origem criminosa nas roupas, o ex-distrital Leonardo Prudente (sem partido) explicou à Justiça a versão dele sobre o episódio. Cara a cara com o delator da Caixa de Pandora, Durval Barbosa, que o acusa de ter recebido propina sistematicamente a partir de 2003, o político confrontou o testemunho de seu algoz. Disse que recebeu dinheiro de Durval como ajuda de campanha em 2006. Perguntado por que não declarou a quantia à Justiça Eleitoral, afirmou ter agido assim a pedido do doador. Sobre a famosa cena em que aparece camuflando notas até nas meias, ele se justifica: “Eu tinha que guardar em algum lugar. Era uma questão de segurança”.

Conduzido pelo juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública, o depoimento de Prudente durou pouco mais de três horas. Ocorreu em uma sala do Fórum Verde do Tribunal de Justiça do DF, onde poucas pessoas assistiram à audiência. O primeiro a falar foi Prudente. O ex-deputado foi questionado sobre as imagens e conversas que o flagram em situação comprometedora no âmbito das investigações da Pandora. A mais famosa gravação é a que ele recebe dinheiro das mãos de Durval e “acondiciona” as notas, segundo descreveu o juiz, nas meias. O ano era 2006, Joaquim Roriz governava o DF e Durval comandava a Companhia de Planejamento do Distrito Federal. Ciarlini quis saber de Prudente a origem do recurso. O ex-distrital disse que procurou Durval para pedir apoio de campanha, o que teria vindo na forma de dinheiro.
 

Correio Braziliense

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