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A professora Erika Marques, Reitora do Centro Universitário Uniesp, é doutoranda em Psicologia Social – UFPB, Mestre em Desenvolvimento Humano – UFPB, tem MBA em Gestão Universitária pela Georgetown College e é especialista em Planejamento, Implementação e Gestão em Educação à Distância pela UFF. @profaerikamarques

As quatro estações

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publicado em 20/05/2022 às 07h00
atualizado em 19/05/2022 às 15h26
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Nossa vida é cíclica, mutável, reativa, e assim como o clima, se alterna a cada momento, muda de repente, sem esperar e sem avisar. Durante essa jornada, os acontecimentos não perdoam nem pedem licença, muito menos avisam sua chegada. A natureza não pergunta onde precisa de chuva, nem de sol e assim, de forma efêmera são as nossas emoções, entoadas por Vivaldi em sua bela obra intitulada As Quatro Estações.

Na vida, uma fase sucede a outra, trazendo elementos diferentes e estímulos que nos impactam de várias maneiras. E obviamente não são os acontecimentos em si que pintam os tons das nossas emoções e reações, mas de forma simples e ao mesmo tempo tão complexa, são frutos da nossa história e das (con)vivências, tanto positivas, quando negativas.

Sendo mais objetivos, podemos arriscar ao dizer que cada sentimento é consequência do que vivemos, do que sentimos, do que interpretamos e do que agimos, pois, assim se formam os dias e o clico do viver, que é retroalimentado a cada segundo. Podemos afirmar que de acordo com as nossas emoções, a “base” ou a mola propulsora das reações é reflexo do que sentimos no momento.

Dando um exemplo prático, temos nossas bases momentâneas. Quando se está triste, todos os acontecimentos tendem a ser interpretados de forma negativa, e os problemas são maximizados, já a felicidade impacta no lado positivo e reativo também de modo contrário. Uma pessoa quando está apaixonada por exemplo, faz outras tarefas não relacionadas ao fato com mais motivação e tende a ser bem mais positiva quanto a vida em suas interpretações, sente-se feliz plenamente.

Buscando uma analogia na natureza, podemos dizer que a cada dia temos uma estação do ano dando cor aos tons das nossas emoções. Nos dias de verão em nosso ciclo emocional, é quando nos sentimos bem, com impulso e brilho, vemos tudo de forma mais leve, aceitamos a nossa realidade e estamos mais motivados. A vivacidade do verão nos estampa com a vontade de viver e de fazer, de aproveitar, de criar e começar algo.

Primavera é tido como renascimento, expansão, temos brisa, mas também ventos muito fortes e obviamente isso vem ser percebido nas nossas buscas. Após os dias de impulso, de motivação intensa, em os sentimentos mais amenos e leves de planejar, buscar, ir em frente, que não nem tudo são flores.

Mas o que seria se a nossa vida fosse sempre busca e muita energia, certamente não teríamos paz, e os sentimentos de outono, que para a medicina chinesa é a estação da paz, chegam para nos acolher e sussurrar no nosso ouvido: calma, não tenha pressa e está tudo bem…

Já no inverno os dias são mais curtos e as noites mais longas, momento é de menos movimentos e mais reflexão e contemplação, é quase um inevitável recolhimento.

São momentos mais solitários e que muitas vezes pensamos que as nuvens não cessarão. Mas como contemplar e valorar o retorno do sorriso e do sol, se não paramos para sentir falta dele…

Após um longo inverno, sempre vem o verão que nos aquece o coração.

Só nos resta buscarmos os “sois” da nossa vida.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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